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quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Fotos (me)

 

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Hoje meu dia acordou assim, um pouco nublado.

O cheiro do café tomou o ar da cozinha e a cara feia tomou conta da minha feição, por quê? Meu café é muito ruim!

Hoje é quinta-feira, é dia de dizer que a semana passou rápido, que amanhã é dia de ir para o barzinho e sábado dormir até tarde.

O rosto inchado, olhos cansados, o espelho me diz “Luana vai dormir, pra que acordar tão cedo?”.

Passeando pela casa com o perfume ainda vagando pelo corredor me revelam que pessoas já levantaram, tomaram banho e foram cuidar da vida.

Na televisão eles me informam que pessoas estão morando em esgotos por causa do craque. E ainda reclamamos da nossa vida...

Pra falar a verdade, mesmo com sono e com o meu café horrível, eu dei um sorriso pro’ mundo e fui logo pegar a câmera, todo dia tiro uma foto do céu.

“obrigada meu Deus”

-Obrigada por ter uma casa pra morar, por ter comida em minha mesa. Por ter uma família, por ter amigos. Por ter saúde, ver e entender o mundo. Por ter a oportunidade de sentir o seu poder todos os dias em minha vida, por acordar cedo e poder enxergar o céu e ver como ele está azul ou como ele está nublado. Obrigada meu Deus, por eu ter paciência nas horas mais difíceis, ter discernimento. Obrigada. Graças a Deus tenho fé, acredito que todo dia é uma nova página branca esperando por minhas palavras, mas só depende de mim, se elas vão ser positivas ou não. Vai do meu querer, da minha vontade.

Nessa longa caminhada, só não espero desistir, e por acaso vir a isso, sei que estou apenas mudando o meu caminho.

Blogueiros deem um sorriso pro’ mundo, afinal a vida já é tão difícil, por que não dar um sorriso? Dançar sozinho, rir de si mesmo...

Bom dia! ..Com sorriso

 

 

foto-minha.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

O melhor para o melhor

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“Vez o quanto te gosto e esse meu sentimento lhe entrego, faças o que quiseres, pois este pobre está condenado a te pertencer. Sou antiga, sou nova, da lua do mundo, sol e do ar. Sou esse teu medo. Medos seus que também me afligem, é somos nós. Perco-me nas coisas que fazemos e dizemos sem a intenção jamais de dizer a verdade. Pois agora lhe digo “você não sentes, não vez o quanto te gosto”. Pois bem, aqui está meu rapaz, um sentimento pra você, feito por este coração que bate e bate descompassadamente, teimoso e feliz, poético e sonhador, e tantas outras vezes, pessimista. Tome este sentimento, tome... Aqui está... Entrego-lhe. Não tenho medo do medo de nada der certo, este sentimento- tem dias- que está em extrema felicidade e em outros tem medo de que ninguém cuide dele... Aqui te deixo sentimento. Aqui te deixo...”

domingo, fevereiro 13, 2011

Degraus para chorar...

Infelizmente não posso dizer que me acostumei com essa desgraça, tem coisas na vida que não da para optar pelo costume, assim, sempre que acontece é a mesma coisa, às vezes muda, da uma canseira de ser sempre, sempre, sempre e sempre nunca mudar. Enquanto a vida mata os dias de uma criança que chora sentada em uma escada, a vida lhe da tempo e tempo, para que aquela criança cresça e saia da escada “vá chorar lá em cima, aqui não é lugar de chorar” e tem lugar pra chorar? Diz-me? Tem? – bem aqui vemos a sala e aqui ao lado temos um lugar exclusivamente para chorar- não, não tem. Até pra sofrer temos que ter classe ao dizer ‘tudo bem’ para que no ‘bem’ não sai com uma ponta de tristeza, que ao começar a dizer ‘tudo’ não haja espaço para o ‘ruim’, ‘na merda’, ‘uma bosta’... Não, depois tudo tem que vir o bem, e assim as palavras que nos tanto sofremos ao dizer, saem e assim passamos despercebidos, pelos olhos daqueles que nos transmitem piedade, pelos pensamentos alheios que nos julgam entre outras coisas, enfim ‘sentada na escada não dá, vá já lá pra cima’. Deve ser meu jeito de não acreditar em nada que faz com que me surpreenda sempre, deve ser a falta de confiança e o meu cobrar de mais, que não me deixam ser como todo mundo. Devem ser meus julgamentos que me afastam das pessoas e assim lhe dão direito de me julgar também. Esse fato de eu sempre pensar no pior, e depois ver que a vida pode ser boa, com pouco, muito pouco, mas nunca será o bastante. Sempre da pra mentir mais, sempre da pra dizer que está tudo bem quando não está, da pra ser indiferente por causa do ego ferido, sempre dá, um jeitinho... Nem pra sofrer temos essa liberdade “você é fraco!”, “hora já passou do tempo, você tem que superar isso”, “veja bem, você é jovem, não entende nada disso”. Na verdade ninguém conhece o inferno pessoal de ninguém, não sabe por quantos graus de Dantes aquela pessoa passou ou está, é bem mais fácil julgar do que entender, é mais afirmar do que querer saber, é mais fácil dizer “são todos iguais” do que perguntar “e você, o que você acha sobre isso? Como se sente...”. Mas ninguém fará isso... Então deixe me chorar aqui no meu canto, sei que cresci mais este degrau ainda me recebe, ainda caibo ainda choro...

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Não sei como te convencer... Não sei...

Olá... No último post, postei aqui um texto que fiz com o Carlo Lagos, alguns trechos  daquele texto eu fiz na hora e outros eu tirei de um texto que ainda não havia postado. Como li nos comentários alguns trechos do texto, e que esses trechos eram do texto que não postei resolvi então postar. Espero que gostem.

 

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Anoitece de dias claros, na tristeza da manhã que perdi, na noite que ganhei é que acho a minha alegria, que está ali escondida entre os beijos que vou te dar e os talvez de planos que faremos. “Já lhe dei meu corpo, minha alegria...” Sentarei na cama de pé com a vontade de ir te mostrar lá fora o que ainda não perdemos, sento na cama deitada com o teu desejo de me deixar ali, o mundo, se quiser, que espere e amanhã nos de outra manha, outro dia, mais um e quem sabe iremos. Terei a tristeza de dizer tchau, mas alegria de voltar é maior essa me consome. Não quero mais o querer de amar quero apenas a certeza de sentir. Quero chegar à beirada no prédio do medo e dizer que “estou indo embora, adeus” e pularei. Já te disse que lá atrás deixei a pessoa que por uma vida, amei. “Já estanquei meu sangue, quando fervia...” Digo-te agora alto entre sussurros surdos, que somos só nós, machucados e calejados, e que agora que me joguei não posso mais subir todos aqueles andares, tu es, pessoa, o começo do meu fim.(meu chão) As palavras ainda seriam fortes de mais, se eu dissesse “eu te amo”, seria cedo e precoce, seria tu a minha fruta verde, não teria gosto. “Deixe em paz meu coração que ele é um pote até aqui de mágoa...”.Quero apenas sentar ao teu lado “gosta desta música?” quero rir de você rindo de mim, das piadas que me pegam, das minhas mãos que te buscam, da sua certeza do certo, do meu duvidar do sempre. E vamos rir. Não posso lhe prometer algo sem dores, sem momentos de duvidas e recaídas sobre o passado, te prometo o meu ouvido, minhas mãos e braços, esses estarão a te esperar, os seus também, eu sei, estarão a me esperar. Prometo que farei o que mais tenho medo, superarei pesadelos, falarei devagar, terei paciência, serei muitas vezes plural e em outras singular, cobrarei de mim, te cobrarei, te largarei pra respirar e logo após irei te agarrar. Eu prometo que tentarei, e o meu tentar já é fazer, pois você é a esperança que move o meu tentar, o sentimento bom que meu coração bombeia. Dança que eu aprendi a gostar, a chuva boa no final de uma tarde quente, a pessoa que não sai da mente, que me irrito, discuto, brigo, e que depois... Rimos. Nós rimos. Você ira se irritar, me embriagar de curiosidades, você vai dizer um talvez em mente e sussurrar o silêncio pelas palavras, terá medo, terá vontade. Eu vou quebrar minhas regras, você suas leis e no final faremos o que dizemos no começo que “não”. E não, depois de um tempo, será de não demore, não desligue, não me esqueça... Corro risco de estar em um caminho sem volta, em uma avenida da eternidade e esse será o meu último romance... Arrisco. “... E qualquer desatenção, faça não pode ser a gota d'água...”. Entre os medos que enfrentaremos e as pessoas que existem entre nossos corações, te peço em segredo, em cada beijo e olhar, que não me machuque... Pois você sabe e ainda sente, que é dor de mais pra uma vida, e ter duas doses dessa dor... Seria a gota d’água.

Música: Gota d’água- Chico Buarque.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

A Lua e o Arlequim.

 

Olá pessoas.

Pela primeira vez No recreio, temos uma parceria de textos. Graças ao bom Renato Russo e o facebook pude conversar com outro blogueiro Carlo Lagos, dono do blogue Fato sem palavras (visite ^^), e assim surgiu esporadicamente, a ideia de um texto.

Um texto que foi feito entre meu Chico Buarque e o poeta que habita nele. Espero que gostem, e eu também espero por outras parcerias (fica a dica).

Obs. Agradeço ao Carlo por essa parceria, nunca tinha tido a oportunidade de escrever com outro blogueiro ou qualquer coisa do gênero. Gostei bastante.

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Te imaginei por tantas vezes nua entre a garoa de Sampa. Te imaginei tantas vezes brigando com esse cara que vejo no espelho e já tentei enfiar a mão por quatro vezes. Retalhar-me, me agredir na pista entre os versos singulares de nós mesmos não ia me fazer mais homem, menos romântico. Sentarei na cama de pé com a vontade de ir te mostrar lá fora o que ainda não perdemos, sento na cama deitada com o teu desejo de me deixar ali, o mundo, se quiser, que espere e amanhã nos de outra manha, outro dia, mais um e quem sabe iremos. Terei a tristeza de dizer tchau, mas alegria de voltar é maior e essa me consome. Por favor, sem ataque de maricas agora, mocinho, desamarre aquelas três fitas da Mãe Oxum que usaste como simpatia na semana passada. Solte também, bem de leve, o coração. Ame mais...em silêncio...a você mesmo. Algum dia o amor vai te acordar, vai te bater com espinhos de rosas vermelhas e algumas violetas para te alegrar. Posso trazer teu café se quiser, posso acender o próximo cigarro, sometimes, me sinto tão só, tão puto, tão profano em mim mesmo que guardo tais desejos de lhe ter aqui. De estar aí. Mas que segredos lhe conto, que tristezas que escondo de baixo de nossa cama, só pra te agradar.

Deve ser esse seu jeito rude, teu jeito de dizer que não dá, e depois me dizer que venha, venha logo, vai ser perigoso, mas já disse, eu quero. Sinto o delírio dos espinhos, o sangue que escorre, a pulsação que vem, penso que estou morrendo, transbordando em sentimentos, mas talvez esteja amando ou quem sabe apenas acordando. E este é você, o cara das minhas rosas, dos meus espinhos, o que brigo e depois ligo e digo “vem...”. Faço questão de te seguir, entre raios, entre noites mal terminadas em um bar da Lapa, entre as paredes rabiscadas com o seu batom vermelho com juras de amor eterno, até o amanhecer. Não me deixe mais sonhar com recados de ‘’bom dia, a nossa noite foi perfeita’’. Só tenho acordado com o vazio da cama, a voz delicada da Adriana Calcanhotto e o vazio do meu ser. Da falta que me falta poder morder delicadamente a tua nuca como quem aprecia um bom chocolate.

Corro risco de estar em um caminho sem volta, em uma avenida da eternidade e esse será o meu último romance... Arrisco. “... E qualquer desatenção, faça não pode ser a gota d'água...”. Entre os medos que enfrentaremos e as pessoas que existem entre nossos corações, te peço em segredo, em cada beijo e olhar, que não me machuque, pois você sabe e ainda sente, que é dor de mais pra uma vida, e ter duas doses dessa dor...Seria a gota d’água. Deixe escorrer entre os dedos os sentimentos ruins e deixe de nós o que for futuro. ‘’Deixe em paz meu coração’’. Não, não lhe peço que se ausente de forma total de minha vida e assim tornando maior o vazio em meu peito, menor o meu ser. Só te peço que me espere no porto. Estou pra desembarcar em breve, logo pisarei em terra firme, pois até então vivo viajando num niilismo que tomou conta de tudo. Não afogarei em nada a tua lembrança, o amor se criou em mim e ele há de saber como se alimentar, ou (sobre)viver.

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água... (Chico Buarque- gota 'd’água)

domingo, fevereiro 06, 2011

Lhe entrego em segredo um ‘Se’ ...

 

 

…Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir…

Dos olhos que já tinha visto, batatas e panturrilhas, dos cabelos e bocas, que já puxei e peguei dos corpos que já desvendei e depois me aprofundei. Aqui está o começo do meu fim... “Ah, se já perdemos a noção da hora”... O remédio que faltava, a reza que não sabia, a posição que nunca fiz, o labirinto que não entrei... Então é assim que é... Quando acontece, e não da pra explicar, as palavras escapam em sussurros ao pé do ouvido, pedidos de ‘quero mais’ se afogam em beijos roubados, tudo programado... “Se juntos já jogamos tudo fora”... Eu caio no escuro do seu teu cheiro, na claridade da certeza que te quero por mais umas horas... E horas... E horas... Quero escutar teu riso firme, tua fala, quando triste, lenta... Suas palavras, quando feliz, rápidas... São tuas babatas, braços, e barriga... É tua cabeça, coração, o colírio do espirito que aqui habita. Já não sei não querer... “Me conta agora como hei de partir...”Fingir que não posso e não devo, já imagino e vejo, quando fecho as cortinas dos meus olhos, eu que nem sei como tudo pode ir assim tão rápido me perco nos dias que ainda terei, nas camas e sofás, bancos e chão que teremos... “Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios...” A vontade que tem meus olhos de te ter, o desejo forte que tem meus braços de te ver, a minha boca, seca por querer te enxergar... Perco-me... Não me encontro mais, digam a eles que sumi que me perdi em um mundo que tanto desdenhei e agora vou compra-lo. Que só por essas horas não tenho medo, esqueço então que já cai, sopro e continuo... Arrisco, te risco da minha lista de ‘não poder’, te coloco no topo das que pra ‘sempre quero’, te quero conversar, te escuto a não falar, te peço beijos e aromas de ironia pra alegrar nossos dias. Entrego-te mundo, minhas dores. Entrego-te pessoa, uma chance e te peço me entregue as suas. Tuas tristezas, porque não juntar com as minhas? Nossas fraquezas, nossas lembranças... Dou-te a chance de sermos nós, quando for eu e você... “dou-te meus olhos pra tomares contas...”. Digo-te depois do fim do ato, que te gosto... Que quero comprar certezas ao passar dos dias, quero usar a chance, todas elas... Pra tentar... “Agora conta como hei de partir...”.

 

…Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu…

Então, junta as tuas tristezas com as minhas?

terça-feira, fevereiro 01, 2011

coração.livros.veneno.

Pois nada que sentimos pode ser programado, planejado, medido.

O que sentimos pode ser guardado, às vezes.

O que sentimos pode ser um veneno. E na verdade, é um veneno.

Outro dia encontrei um veneno chamado dor ali perto dos meus livros de romance, por ironia, tomei um copo daquilo durante dias e hoje em dia não preciso mais tomar.

Mas por outra ironia encontrei do outro lado do veneno um coração que me das borboletas no estomago, eu ainda não dei nome a ele... Mas ele tem sido o motivo de eu não tomar mais nenhum veneno, por hora, posso dizer que o reconheço por seu machucado... Sonhos, nem sempre são só sonhos.

I heard church bells ring

I heard a choir singing

I saw my love walk down the aisle

on her finger he placed a ring

Etta James… All I Could Do Was Cry

quinta-feira, janeiro 27, 2011

É o casamento. Capítulo primeiro.

 

Maldito seja o teu vestido cinza.

 

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- E você vai nesse casamento?- a mulher alta com os cabelos loiros até a cintura perguntou pra ruiva.

-Eu vou né Re, depois daquela bronca que ele deu há de mim se não for a esse casamento- a ruiva responde enquanto entrava em uma loja.

-Mas você vai comprar aqui?-Renata pergunta com desprezo.

- E você quer que eu compre aonde? Aqui tem umas roupas em promoção e é o que eu posso pagar...

-Mas Louise... Olha- Renata tenta terminar a frase, mas Louise não deixa.

-Para! Ou se não, não vou mais pra casamento nenhum, ficarei em casa assistindo a reprise da penúltima temporada de 24hrs.

-Aff!- Renana se afasta olhando algumas roupas.

-E não faz “aff” para o meu Jack!

-Quem é seu Jack?- Renata pergunta.

Louise finge que não ouviu e vai olhar os vestidos em promoção.

“Esse é muito curto. Nossa, esse é lindo, quanto será? 79,00! Um assalto, chamem a polícia.”- Louise pensa.

Depois de meia hora Louise acha uns três vestidos que lhe cairiam bem e vai para o provador.

-E ai achou?- Renata pergunta.

-Acho que sim, da uma olhada. - Louise mostra os vestidos.

-Lo... Esse cinza não é bonito, mas olha esse preto aqui tomara que caia que eu achei, é show!- Renata mostra o vestido que encontrou.

Louise não gosta da ideia, passou horas escolhendo aqueles vestidos para Renata chegar olhar para lado e encontrar um perfeito, mas resolveu deixar pra lá, afinal o vestido era mesmo lindo e não estava caro- Me da aqui, é... - Segurou o vestido, era preto tomara que caia básico, mas tinha dois bolsinhos na frente, era social, mas não tanto, curto, mas não tanto, estava barato, mas nem tanto. - Vou experimentar- Louise disse.

-Vai lá vou procurar uma sutiã sem alça pra você. – Renata se afastou.

-Ok.

Louise esperou quinze minutos na fila do provador até chegar a sua vez.

- quatro peças né? – funcionaria da loja perguntou.

-Sim são quatro.

Então a funcionara entregou um cartão vermelho com o número quatro e liberou Louise para o provador. Louise entrou em um corredor branco e muito bem iluminado com vários provadores, olhou e procurou, mas onde estava o provador livre?

-Moça!- Louise chama a funcionaria.

-Sim- A moça responde.

-Onde está o provador?

A moça com a feição cansada e pensou que Louise só poderia está brincando, mas respirou fundo e respondeu- Senhora a sua frente tem um provador livre.

Louise ficou até as pontas dos cabelos vermelha de vergonha, e isso era fácil de fazer, era ruiva.

“Puta merda que mico, o negocio na minha frente e eu perguntando onde estava; nossa estou no provador para deficiente, espero que não apareça nenhum agora, meu Deus que provador enorme!”

Louise colocou a bolça em cima de um banco branco e depois tirou o celular rosa da sansung que estava no bolço de trás da sua calça jeans preta. Em seguida começou a tirar o tomara que caia e em seguida as calças e depois pegou os vestidos- vou experimentar qual? Bem, vou começar pelo cinza, vamos ver se a sua prima tinha razão sobre ele.

O vestido cinza era mesmo um desastre de feio, além de que o zíper, que ficava na parte de trás, não queria fechar de jeito nenhum, Louise para ver se o vestido ficava bonito fechado resolveu insistir, era teimosa como uma criança mimada de dois anos, e continuou tentando subir o zíper colocou tanta força nos dedos que esses já estavam vermelhos, até que uma hora o vestido foi e Louise sem esperar por esse fato, ainda colocando força no zíper, perdeu o equilíbrio caiu para fora do provador levando a cortina com peso do corpo.

-AAAh!- E Louise já estava no chão.

Continua.

Obs.

Dedico esse conto a minha mãe, e as lojas de roupas e aos seus provadores, ao meu vestido preto que encontrei ao acaso na loja, e aos provadores para deficientes, eles foram a minha inspiração.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Não se preocupe, eu também sou assim.

 

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Deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições.

Às vezes é tão bom ser triste, ter seu canto certo na cama, ter o seu cheiro no travesseiro, dormi nu, comer pizza sem usar talheres, assistir um filme que já cansou de ver e ter aquelas depressões básica após vê-los.

Nem sempre ter tudo significa possuir tudo, estar acompanhado e não estar só às vezes parece obvio, mas também ser só no meio da multidão pode ser clichê.

São pessoas, são pessoas, pessoas. Elas quem vem, entram na sua vida assim “Não quero nada, mas tem açúcar ai?”.

“Claro que tenho está na geladeira, entre a solidão e a bebida, bem no meio, pode entrar e pegar, pode sentar e beber se quiser, pode ter minha amizade, minha confiança, pode me abraçar e depois me ver chorar, não sei o que esse último tem a ver mas as pessoas se sentem mais intimas depois que veem alguém próximo chorar, e ai eu irei confiar em você porque você me assistiu chorar, me abraçou, porque você me fez rir, por que você mora aqui ao lado e tem as palavras certas, ou por que você mora longe e quando vem a alegria se faz presente”

Você vai concordar sentar, beber e secar a garrafa de vinho e as minhas lagrimas, abraçar meu corpo e minha vida, sentar na minha sala ao meu lado. Será meu amigo.

E um dia você vai encontrar alguém ou ira mudar, sei lá terá uma crise de adolescente ou quem sabe de meia idade? E ai vai decidir mudar tudo e as pessoas só mudam quando tiram o passado ou coisas que fazem lembrar o passado, da vida delas. Então você que está lendo e eu, somos isso- pessoas que um dia são boas e servem para algo, que um dia são amigas e que deixa que alguém, cujo o seu coração acredita ser especial, sentar ao seu lado e assistir a sua vida passar, não no BBB mas na realidade mesmo, nos bastidores, ao vivo.

Apegamo-nos e achamos que tudo é para sempre, o primeiro amor, o amigo, a amiga, a vizinha, e o vizinho, mas no final sempre será só você, sentada em uma sala olhando para as janelas pensando que deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições. Ou na verdade é que a vida muda o tempo inteiro e não sabemos, nem por onde começar quando começamos a ser egoístas, eu sou você é, somos.

Seja o amor que se foi, a amiga que te traio ou amigo que comeu a sua mulher. Queremos sempre crer que a pessoa ao lado não sente inveja, ciúmes ou que não tem vontade de ser feliz também. Não pensamos nem um pouco, nem por um segundo que alguém pode está sentindo a nossa falta, que somos o melhor amigo de alguém o amor da vida de alguém, aliás, não nos damos conta nem que existem pessoas ao redor por que o assunto é sempre... O que queremos? O que eu preciso? E o que eu sinto?

terça-feira, janeiro 25, 2011

Esqueça

E por hoje vamos deixar as bebidas de lado, as saudades, as incertezas e as certezas também, guardaremos os amores, esconderemos as cicatrizes. Iremos sorrir cantar e depois sentaremos na grama e olharemos o sol sendo engolido pelo mar, se você puder sentira uma quentura em seu peito, uma paz no coração e uma leveza em seu corpo. Se conseguir deixar todas as angustias de lado, se só por hoje não chorar e não remoer nada se puder olhar a beleza do mundo assim, como uma criança e se sentir feliz com isto. Eu digo meu amigo, hoje você deixou que Deus se aproximasse mais ainda de você.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

E como você segura a sua loucura?

 

 

Dear Prudence, won't you come out to play♪

 

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“... Me da tristeza quando reparo que não posso fugir do plano que tracei para mim. Algo maior que minha vontade maior até que aquilo que sustenta o sol e não o deixa cair e que também não deixa que meu lado insano seja apresentado, talvez seja falta de coragem não sei se conseguiria manter a minha loucura até para ser louco precisa ter coragem. Coragem. Coragem deve ser a palavra que foi exilada do meu dicionário e das coisas que sei fazer e ter, não sei ter coragem e não sei fazer com que ela funcione constantemente. Nessas horas em que minha loucura se faz presente na minha mente e eu prometo enlouquecer, minha cama aparece e ai parece ser a hora certa para deitar, como todo bêbado que tem sempre o dinheiro da passagem para retornar ao lar eu tenho sempre vontade de voltar ao escuro dos meus olhos e às vezes para o branco do teto, para o nada do silêncio e para o tudo da minha mente. Outro dia nasce outro se perde nas horas, no tempo dos meses nas semanas dos anos, mas nada adianta, tempo é remédio só depois que passa, tristeza permanece depois que todos dão boa noite, a alegria e as vozes se fundem em uma caixa e resolvem também dar até logo. O silêncio me perturba. Para as amadas uma companhia, para os amantes os desejos de uma noite cheia de sexo e para os que pensam uma noite longa que parece ter vida própria e pensamentos e mente que trabalham a toda velocidade. Imagino casas e vidas que gostaria de morar e ter, homens que gostaria de conhecer e amizades que gostaria de fazer. Às vezes me alegro, é bom, deve ser felicidade, mas fico em duvida se estou imaginando-a ou é mesmo, impossível, não podemos ter aquilo que não sentimos que temos. Eu não tenho felicidade. E não me sinto feliz. Posso colocar muitos sorrisos nas faces que tenho no dia, posso ser a mais alegre e a mais empenhada, a mais qualificada, a mais. A mais. Mas de noite vou ter que me encarar, não da pra mentir, não da para ser aquilo que finjo, só existe uma verdade de cara a cara com o meu eu. “Eu não estou bem” mais uma vez cama, mais uma vez pensamentos, imagino, é bom mais é passageiro. O mundo que criei me faz mal prefiro ficar mais tempo dormindo que acordada, mas tenho que continuar, mais um dia, mais sorrisos. A mais...”

 

Querida Prudence, você não vai sair para brincar?  ♪

(Beatles- Dear Prudence)

quarta-feira, dezembro 15, 2010

E se você puder sentir poderá ver.

 

 

Half of what I say is meaningless But I say it just to reach you…♪(TheBeatles)

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Você e eu na cama eu olhando para cima tentando me concentrar na sua mão que brincava com os meus dedos finos. Desviei meus dedos da sua mão traiçoeira e comecei a brincar com os seus cabelos, apenas sentia as mechas grossas que passavam por meus dedos, seu cabelo liso que eu imaginava ser da cor da escuridão que vagava em meus olhos.

Sinto que você se aproxima do meu corpo e encosta sua cabeça na minha barriga e outra vez procura por minha mão e começa a brincar com ela.

- Como está o céu hoje?

Ele respira fundo, se aconchega na minha barriga, me abraça mais com as mãos do que com os braços e finalmente diz “hoje o sol acordou cedo e está forte, não está com calor?”.

- muito.

- quer que eu ligue o ventilador?

- eu quero que você fique aqui...

-mas eu vou continuar aqui, só irei ligar...

- não precisa.

Depois de um susto percebo suas mãos em meu rosto, passando por meus lábios e depois pelas bochechas...

- você é tão linda. – ele elogia.

- Não é verdade... – eu não concordo.

-como pode dizer uma coisa dessas?

- como você pode dizer uma coisa dessas?

Senti seus lábios carnudos pressionando os meus, sua língua macia acariciando a minha e depois fugindo das minhas vontades.

- Eu te amo.

Eu não consigo dizer nada.

- E não importa se você não acreditar, pois vou ficar com você para sempre até que você acredite que eu amo você independente de qualquer empecilho que você crie.

- Você é tão jovem... E pelo que minhas mãos me transmitem você é lindo, por que se prender a mim?

- E porque não me prender a você e ter toda a liberdade de te amar?

- Eu não enxergo... – confessei mais uma vez.

Senti sua mão sobre o meu seio, aquele onde em baixo mora um órgão muscular tecnicamente oco, mas sentimentalmente cheio de amor, estremeci com a sua mão ali e ele percebeu.

- Você sente isso? Aqui dentro... – ele acariciou meu coração, o oco e o sentimental.

Eu não respondi.

- Você sente algo por mim? Ai dentro... Existe algo para mim?

- Eu acho... – peguei sua mão e pressionei sobre meu coração para que ele sentisse cada batida- Que não há espaço para você... Porque na verdade ele é todo seu...

Escutei seu riso, suas mãos me agarraram sua boca se perdeu na minha novamente... Eu poderia ver tudo aquilo, mesmo que meus olhos ocos não enxergassem nada, mas meu coração também era feito apenas para bater e não para carregar tanto amor como carregava.

 

Amores

Eu ganhei mais alguns selinhos e desafios, logo mais eu posto.

Muito obrigada aos blogues que me indicaram, sem vocês No recreio não seria nada.

E quero pedir desculpas por está sumida de alguns blogs é que não estou tendo tempo suficiente para ler todos os blogs que sigo, mas sempre que posso passo pelo cantinho de vocês e leio.

Obs. Quem quiser add no msn e Orkut ou qualquer coisa do gênero no espaço “ Quem faz?” tem tudo lá.

Beijos, Luana

quarta-feira, dezembro 08, 2010

um, nove, nove e um.

 

 

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Meus dedos brancos, sobre as teclas brancas e outras pretas, não conseguia tirar nenhuma nota do gigantesco piano, nem se conseguisse, não saberia, não sei nada sobre pianos. Meus dedos caminhavam sobre as teclas, acariciava-as, desejava o saber, o saber toca-las adequadamente que fizesse que surgisse algum som agradável, bom aos ouvidos. Mas nada. Sons perdidos que só combinavam com a música em minha cabeça, saiam do piano.

Ao meu lado havia uma estante branca enorme com várias prateleiras, na maioria delas havia livros de todas as cores e tamanhos em outras havia porta retratos em alguns deles fotos de crianças, uma delas com uma bola de futebol amarela outra foto uma menina de cabelos encaracolados assoprando uma vela de cinco anos, as fotos pareciam tão reais que em algumas delas pude sentir a emoção de fazer cinco anos, de brincar com uma bola, de correr pela grama ser criança e mais nada. A foto que mais me chamou atenção foi de um garotinho com uma camisa polo azul claro, seus cabelos pretos bagunçados, seus olhos curiosos enquanto brincava com um carro pequeno e vermelho, em suas mãos um controle remoto e em sua face um sorriso sapeca. Sorri comigo mesma desejei ter conhecido essa parte daquele garotinho que um dia viria a ser homem. Queria. Senti meu pescoço implorar para mudar de posição quando dei conta estava paralisada com uma das mãos sobre o piano e a outra sendo usada como apoio no banco e meu corpo quase todo virado para a grande estante branca e meus olhos seguiam apenas uma direção, a da foto com o garotinho, do sorriso travesso, sapeca...

Levantei do banco e fui até o porta-retratos do garotinho passei meus dedos rígidos sobre sua face fotografada, meu coração disparou, não era de verdade, mas eu queria que fosse, peguei o porta-retratos que tinha as bordas pretas e no canto quatro números, li em voz alta – um, nove, nove, um. Respirei fundo havia alguma coisa me sufocando, soltei o ar, uma lágrima fugiu de minhas emoções...

Desejei por vários minutos seguidos que aquilo que existia dentro de mim acabasse que lágrima nenhuma conseguisse mais fugir que nada mais doesse. Nada. Era como pedir para uma porta, não feche mais, não abra mais e não me tranque aqui, não deixe entrar ninguém. Então senti tudo de novo e de novo e de novo.

Precisava me recompor onde estava com a cabeça quando resolvi vim até aqui, onde estava a minha cabeça? Olhei para foto. Não sabia onde estava minha cabeça, mas sabia muito bem onde estava meu coração. Escutei passos atrás de mim, na hora coloquei a foto no seu lugar, meus dedos tentaram se esconder, fiz minhas lágrimas sumirem afinal teria muito, mas muito tempo para chorar, eu poderia segurar por mais algumas horas. Poderia.

Respirei fundo e olhei para trás. A Senhora que estava vindo vestia um vestido preto que cobria os joelhos, eu que não entendia nada de moda, apenas o achei bonito, sua face estava pálida, onde estava aquela mulher alegre? Não sabia dizer. Ela agora era apenas uma pessoa que estava também aguardando o seu momento para chorar em paz pelo filho.

Em anos de convivência nunca abracei aquela mulher, desde pequena que frequentava aquela casa ela nunca me tratou com tanto calor, mas era animada com as outras pessoas então para mim ela era feliz, apenas não simpatizava comigo, filha da empregada. Hoje quando a vi estava vindo em minha direção com tanta convicção que meu corpo, com medo, não conseguiu sair do lugar, senti que ela iria me matar, mas ao contrário do meu desejo ela apenas me abraçou. Abraçou-me! Sim.

- Eu estou morrendo Maria – ela confessou.

Não sabia o que responder todos estávamos morrendo, eu estava morrendo, estava querendo fugir, ou morrer também... Agora tanto faz.

Ela me apertou pressionou sua face contra o meu ombro e por ali ficou e por ali as lágrimas foram sendo absorvidas pela minha camisa azul marinho e por ali fiquei abraçada com a mulher que nunca tinha demonstrado nem simpatia por mim e que hoje, logo hoje, ela resolveu me abraçar, entregar suas lágrimas a mim, somente a mim.

Várias cenas da vida que eu vivi e não sabia que era maravilhosa passaram pela minha cabeça, a senhora de preto não poderia ver, nunca sabia o quanto eu a admirava, jamais, nunca poderia ter a noção do quanto queria ser a aceita por ela, de ser a sua nora querida. Ela poderia saber... Nunca. Agora tanto faz, para que saber? Por que querer começar, a saber? Por quê? Agora o que havia de mais precioso estava morto e o resto da vida que tinha sobrado em mim, a minha respiração e as minhas necessidades também estavam padecendo. Enfim aquilo era o fim. Era parte que tudo fica negro, alguém apaga luz, coloca uma música bonita e dedica tudo de belo que foi assistido para alguém que fez tudo ficar belo e eu não poderia fazer diferente... Apenas dedico...

Leonardo Campos Cardoso.

Com amor Maria Beatriz Cardoso.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

TENTATIVA FALHA- Mas eu apenas imaginei tudo isso! Mas e se for real?

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Tenho um segredo aqui guardado no bolço estou tentando me livra das músicas que me fazem escrever, quero meus dedos apenas deslizem pelas letras do teclado e que assim, possa nascer alguma coisa, quem sabe um texto?

Quando estou no meu carro meus olhos vagam e às vezes saem em busca de palavras, palavras soltas. Seriam palavras para textos ou para musica-las? Seria para ler ou seria para sentir? Gostaria de dizer que não sei que nunca sei, quando na verdade aqui dentro transbordam tantas coisas, coisas não ditas. Que coisas? São as palavras várias delas, um monte, centena de milhares. Mas em outras horas e às vezes durante dias elas me faltam, parece que não sei dizer um A e que desaprendo a dizer, esqueço como juntá-las e formar parágrafos e textos. É assim, elas somem com a mesma frequência que aparecem e ai me vem uma chuva delas, bem quando a caneta me falta em mãos.

E eu afirmo que tenho uma amizade toda especial com os papéis, cadernos, a tela Word, espelhos embaçados. Sim, tenho essas amizades. São meus confessionários não saio desses lugares sem antes deixar metade das baboseiras que me fazem mal à alma diariamente. E olha que às vezes penso que é solidão, que é falta de alguém que me de atenção que não me de apenas abraços virtuais e sim um de verdade, daqueles que você pode sentir o cheiro da pessoa, já imaginou? Será que isso ainda existe? Será que as coisas reais ainda tem espaço em um mundo tão virtual? (Um mundo falso)

Mas sei que às vezes perco-me na própria solidão que crio que prefiro o sofá a uma balada, um livro em vez da Bete Gouveia, gosto de criar as minhas vozes, imaginar como seria aquele personagem mesmo com as características que leio acrescento as minhas e pronto. Sabe ainda imaginar? Tu sabes ainda pequena criança, imaginar? E quem poderia descrever em uma folha a decepção que teria se aquela criança não conseguisse imaginar. Alguém?

Que ela não soubesse o que é um computador, que ela não soubesse o que é Nike ou Adidas, ou Barbie e Xuxa. Mas se ela soubesse criar mundos, problemas e soluções constantemente, se ela gostasse de questionasse, se ela quisesse saber por que existem crianças com a mesma idade que ela que vivem nas ruas, que não tem noção do que é brincar, muito menos ter uma roupa um tênis, quem dirá um brinquedo. Mas são crianças que sonham constantemente, em ter e em ser feliz. Por que tenho que ter crianças assim no mundo? Por quê? São apenas crianças.

São adultos. São velhos. São seres humanos apenas. Apenas.

São pessoas que quando tem, sabem ser tudo, mesmo humildes.

São pessoas que quando não tem, sabem ser qualquer ser que chegue próximo do comodismo, mas não sabem serem guerreiras.

E se você não para, se você não gosta de usar seus olhos você se joga na sua própria solidão e diz depois que foi Deus. Que ele quis assim.

Mas e você o que você quis mesmo? O que você fez com a liberdade que foi entregue em suas mãos?

…

sexta-feira, novembro 26, 2010

E até agora eu não sei a cor do passarinho.

 

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Não sei de qual lugar arranquei essas coisas, de quais vidas peguei esse aprendizado e tatuei na minha alma para assim viver comigo.

Mas sei que carrego comigo, levo comigo então fica por aqui.

É os momentos meu bem, são todos os momentos.

Lembra quando deitamos atravessados na cama? Ficamos por ali rindo alto das músicas erradas e antigas que cantávamos. Ainda posso escutar as risadas. Lembro que o sol queria burlar a cortina branca e nos aquecer na cama. Você ria alto, tocava na minha mão e depois dizia que queria conhecer o passarinho verde que vi.

Que passarinho menino?- questionava assim, entre meus risos e minha garganta dolorida, e o calor que começa a surgir.

Você está feliz, está transpirando felicidade Nina!

Fiquei matutando pensamentos, querendo lembrar por que estava assim por que estava rindo? Por que estava feliz? O que estava me fazendo sentir felicidade? Então parei de procurar no mundo e olhei para meu horizonte e ali estava.

Ué que passarinho?

Você ficou todo esse tempo ai pensando para me fazer essa pergunta?

...

Fiquei fitando seu rosto, há quanto tempo somos amigos? Não sei. O Hugo era aquele tipo de amigo que aparece assim em um dia e fica, fica... Vai ficando. Eu não dizia “ eu te amo” ele também não. Ele me abraçava mais demoradamente no meu aniversário e eu, repetia tal demonstração de carinho. E foi ai que cai na realidade e percebi que a minha vida era feita de momentos como aquele, de ficar de bobeira dando risada de não sei do que ou de quem, era natural não era nada marcado, ele vinha com uma sacola de bolachas e sucos de caixinhas, sem esquecer as balas de goma. Quando eu pensava em dizer “entra” ele já estava no sofá dizendo que: hoje vai passar um filme de guerra muito bom. Então ficávamos por ali no sofá rindo dos soldados que morriam, não tinha graça, mas a gente achava graça em qualquer lugar.

Meu coração ficou estufado.

Hey acorda!

Desculpa... Eu apenas estava aqui pensando em umas coisas...

Que coisas em?

...

Não queria dizer tudo, apesar de que as palavras estavam na minha boca, ficaram ali e foram chegando mais e mais, minha boca ficou cheia delas, transbordando. Meu musculo cardíaco começou a doer, precisava falar tinha que soltar elas, antes que elas se soltassem assim como um soluço que vem do nada. Eu não podia falar. Mas deveria. Mas por que iria fala agora? Depois de tanto tempo? O que tem?

Tem pessoas- assim como eu- que demoram para perceber certas coisas, pessoas, objetos, fatos, sentimentos. Eu não poderia dizer assim do nada, estragar a alegria sendo careta, dizendo eu te amo e obrigada por tudo, você é motivo de tanta felicidade, ele ficara pasmo, aliás, ele ficaria estático e se ele tivesse um treco? E eu também teria um. Certeza. Então teríamos um treco juntos. Eu ri e meu riso se enrolou com as palavras.

Tossi.

Que?

Que o que menino?

Tá passando mal?

Não...

MINHA CONCIÊNCIA: FALA. FALA. FALA.

Que nada... Foi só

MINHA CONCIÊNCIA: FALA. FALA. FALA.

... Foi só uma tosse. Então, vamos comer essas bolachas ou não?

Claro demoro Nina.

Deixei assim então. Meus sentimentos em profusão, abundância, em excesso...

quinta-feira, outubro 07, 2010

Entre as verdades

"...E eu acho que eu irei querer estar sozinha
Então por favor entenda que eu não atenderei o telefone
Eu irei apenas sentar e permaneçer na profundidade das minhas paredes azuis
Até eu posso ver nada em tudo
Só partículas, algumas rápidas, algumas lentas
Tudo que meus olhos podem ver é tudo que eu sei
Mas eu estou sobre dar mais esse tiro
E achar isso em mim
Eu irei achar isso em mim...♪"


Azure Ray- November





"De frente para a sua própria foto reparou nos traços, nos erros...
Reparou nos traços que já não tinha, nas espinhas que deixaram marcas.
De frente para o espelho, reparou nos novos erros, nos novos traços que agora teria tendência a cair.
Seus cabelos loiros, que já foram lisos, longos, cacheados e agora curtos.
Nas vezes em que sua boca foi elogiada e na época em que seus olhos seduziam e apaixonava corações.
Agora era a hora. A hora que a beleza se vai, e todo seu conhecimento e aprendizado fica como prova, de que ela não fora mais uma garota com uma face bela e sedutora... Que era também inteligente, divertida, alegre... Precisava crer nisso, pois os olhares e falas alheias pesavam sobre sua mente... Seu corpo, mais do que a sua verdade, mas por quê?
Por quê? Perguntou-se.
Por que confiar em mim mesma é tão difícil? Por quê?"

segunda-feira, setembro 27, 2010

Definição.

Vai ser assim, aos poucos sua mão irá largar a minha e eu não serei mais seu porto, seu confessionário...
Meu coração vem doendo desde então, vem chorando, angustiado, entristecido...
Vou perdendo as forças, o ar, o mar... A solidão, o telefone que não toca, a falta que eu não faço...
E o fim nada mais é que uma triste verdade, uma saudade que nasce da mentira que vivemos, um rancor que surge da verdade que sabemos.

sexta-feira, setembro 17, 2010

Sem contar comigo...

"Ouvi você dizer, saudade.
E eu poderia pensar, eu só poderia querer ser... Eu só poderia...
Ser o motivo dela.
Mas ai você abraçou outro corpo, encostou o seu coração em outro, então tudo se completou.
Ou quase tudo..."

segunda-feira, setembro 13, 2010

Louise

"...Desejou do fundo do seu coração não ser triste, mas não tinha jeito, não tinha remédio...
As criadas iam colando seu vestido e enquanto ela perdia-se em seus pensamentos. Um puxão ali outro aqui, falta de ar... Que moda era essa? Mal conseguia respirar...
“Senhora... A senhora está tão linda”- elogia uma das criadas.
Louise apenas aquiesceu. Sentia uma dor no coração “Seria pedida em casamento...”.
“Querida?”- Uma voz distante a chamou.
Não tinha dado conta da situação, estava chorando. “Ah meu anjinho, está ansiosa em? Não se preocupe, dará tudo certo e faremos um belo casamento”- A mulher, com um vestido vinho e com os cabelos amarrados em um coque, passou a mão em seu rosto e depois a beijou – “ Nos vemos mais tarde.”
“Sim mamãe” Louise respondeu.
Mas uma vez seu coração doeu..."





obs.Oi pessoas! Quero agradecer ao blog Constelação dos Sonhos ( da Vivianne), pois ela me indicou três maravilhoso selos, fiquei muito feliz, e deixou em aberto quem quiser pegar os selos, ofereço para todos.
Vivianne, muito obrigada de novo pelos Selos, que você tenha muito sucesso no seu blog e na sua vida.
Obrigada por participarem do blog.
Beijos.

domingo, setembro 05, 2010

E se não tem sentindo, então eu acho que é amor.

Hoje eu quis me arrumar, me maquiar e pentear os cabelos, depois pegar pipoca e guaraná sentar na sala e ver desenho.
Quis acordar cedo, tomar café e voltar pra cama.
Fiquei dez minutos me olhando no espelho fazendo careta e rindo de mim.
Coloquei aquele vestido azul novo, e sentei na calçada e esperei você passar.
Fiquei com vontade de correr e disse para o mundo “agora vou praticar esporte”.
Mas faz um mês que eu troco a corrida por um livro.
Abris as portas da guarda roupa e sentei no chão, depois peguei uma calça velha, rasguei e fui pra balada, as amigas a olharam “é, comprei ontem!”.
Arrumei a mesa, e fui almoçar na sala.
Ontem estava sol, fiquei em casa.
Mas hoje está chovendo, vamos sair?
Quase não durmo, esperando você me ligar... E hoje o telefone não para de tocar...