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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Sem querer te faço canção- Lua pra Lobos

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Você sabe que quando não estamos fazendo nada ela pega o violão, senta ao meu lado e ali fica me encara enquanto digito no notebook- você vai queima esse seu computador- ela diz enquanto seus dedos passam pelas cordas do violão- É eu sei, mas é rapidinho eu já vou tirar ele daqui- digito mais algumas coisas e desligo, fecho. Levanto da cama com o notebook em mãos e o deixo em cima da mesa perto do outro computador, volto pra cama, deito colocando as mãos atrás da cabeça- E ai?- olho pra ela que ainda está passando os dedos nas cordas, sem tirar um som exato dali, sem uma canção conhecida, sem sua voz tomar o ar- Vai cantar pra mim?- pergunto, ela não me olha, pelo contrário, fecha os olhos e no segundo seguinte seus dedos se posicionam no violão. Ela começa a cantar, com sua voz forte, pois não tinha cantando hoje ainda- “Te pego de tudo, te pego do foço, te trago do mar... Faço-te canções, te entrego canções, a luz do luar... Falo bonito, te compro um livro pra se apaixonar. Sou você quando ama, eu na cama, a te esperar. Sou um sol ou um mi, pra você me amar... Te entrego meus dedos sujos das cordas de tanto cantar... Sou um pedaço do livro, palavras escritas em negrito, será que você vai se apaixonar?”(1)- Ela para de cantar, enquanto eu procuro encontrar a música “ de quem é? Vanessa da Mata? Lenine? Ana Carolina?”- É minha- ela diz esclarecendo as minhas duvidas- Sua?- pergunto surpreso- sim.- ela responde como se fosse simples e comum fazer uma música- Na verdade- ela começa a dizer- só tenho a letra, a música em si não tenho definida ainda- ela me encara finalmente- Porque não canta lá no Jorjão?(2)- Ela me encara outra vez- Daniel, não da pra cantar lá ainda, você escutou meu violão? Está desafinado, preciso arrumar ele, eu não toco direito, sou péssima, não sei como ainda tenho essa coragem de ir cantar em um lugar publico- ela parece nervosa e triste- Amor, para com isso. Desculpa, eu não faço a menor ideia do que é desafinado ou afinado, mas a sua voz eu tenho certeza, ela é ótima, e podemos resolver esse negocio do violão, com aulas e mandar arrumar o que acha?- ela me encara e depois volta para o violão, meu coração dói um pouco “que ciúmes dele, sempre com ela, sempre...”- But oooooooooh- Ela começa a cantar- There's a little bit of me inside you(3)- ela para com os dedos entre as cordas, sua voz rouca, mas só quando canta demais, faz da canção um estilo “Adriana Calcanhoto”... –é pra mim?- pergunto- ela sorri- está tão na cara assim?- Ela sorri, deixa o violão de lado e vem pra cima de mim- Eu te amo- me diz séria, como se fosse uma bronca- Eu te amo- digo, sorrindo como se fosse uma brincadeira. A brincadeira mais séria.

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Enquanto ela lê o bilhete seu coração sorri, ao lembrar também daquela tarde em que cantou uma canção feita por ela pra ele. Daniel ou “Lobos” como os amigos chamavam e ela também desde que se conheceram, ele sabia como emociona-la, seu coração ainda estava disparado, ela sabia que não deveria ir, correr atrás, o que ele fez a machucou de mais, mas ela o amava, o amava tanto. Enquanto dirigia perguntava-se “viver o resto da vida sentindo saudade, amando o que não posso mais ter ou deixar o orgulho de lado, sarar as feridas e perdoar e tentar viver bem com o meu amor?” Liga o rádio “a música que vai tocar, vai decidir” liga o rádio e pra sua alegria, coisa do destino ou acaso um homem de voz grossa e marcante canta- “... És parte ainda do que me faz forte...” (4) Ela nem escuta o resto, já sabe pra onde ir.

 

…

 

1. A música que a ‘ela’ canta, é minha, e é verdade que não tem cifra ainda, não tentei passar ela para o violão, como no texto, meu violão também está péssimo.

2. Jorjão- é nome do bar onde ela canta, no primeiro e no segundo texto ela esta cantando lá e o Lobos/ Daniel está lá para vê-la cantar.

3. A música que ‘ela’ canta em inglês é da banda Kings of Convenience-e o nome da música é- Me in you- ela canta está parte “Mas oooooh Tem um pouco de mim dentro de você”

4. A música que ‘ela’ encontra na rádio é da Legião Urbana- Giz.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Canto-te. Escuta-me. Peço-te...

 

Em uma sala pequena, jogada no sofá, com uma palheta em mãos...

 

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“Ensina-me, essas tuas dores. Ensina-me. Quero aprende-las e senti-las. Aprender a senti-las. Quero detê-las na palma da minha mão e joga-las sobre a mesa, encara-las e dizer a elas “vá embora, vá...”, mas sei que elas não iram, não vão me escutar, me obedecer... Não vão. Vou ter que devolvê-las a você, pois são suas e nada posso fazer. Não tenho como acabar com os teus medos, teus receios, suas cismas... Nem saberia como... Nem por onde começar. Pra nada sirvo então. Só tenho essas coisas bobas de às vezes te fazer sorrir e noutras te fazer falar besteira, te irritar a ponto de você cansar de brincadeiras e me olhar na cara “dá pra conversar sério com você?” eu me assusto, fico feliz... “mas tento te falar sério, sobre coisas e sentimentos certos, mas você não me escuta, não lê meus olhos... Não quer me enxergar...”. Ai você percebe que a criança é você e que quem precisa superar coisas e momentos é você... Então você retoma, brinca e me faz sorrir, eu acho bom, mostro os dentes, estou feliz. Mas é que às vezes nem meu bom humor é bom pra você, não é o bastante... E um defeito meu já acaba com a minha imagem... Ai você já me destrói... Noutras nem confia em mim... Nem acredita na fé que tenho em ti, nas minhas palavras cortantes, salgadas, doces... As doces que poderia te dizer ao pé do ouvido... Mas você também não quer escutar -“não gosto de doce”- e eu digo “nem eu, nem desse doce que você faz comigo...”.Então é assim: ame-me do jeito que sou. Com meus risos soltos, com as minhas brincadeiras constantes, com meu açaí na tigela e meus alargadores azuis. Ame-me nas minhas horas sérias, na minha cama deserta e na minhas fases de solidão. Ame-me assim, de cara limpa, nas quintas de sol e nas tardes de chuvas. Ame-me do meu jeito bom e com todos os defeitos que tenho, com meu jeito retângulo de ser e pensar, com as minhas teorias de “ninguém é de ninguém”, com meu jeito de dizer que acredito no amor mesmo chamando o casamento de “ritual macabro”... Mas na verdade preciso de carinho tanto quanto você precisa, preciso que me escute gritar e noutras rir e rir... Preciso que me aceite, eu quero, eu gostaria... Mas se por acaso você não poder ficar ao lado de uma pessoa assim... Que tudo bem, não tem tanta beleza assim, nem ousadia... Uma pessoa que vê hora certa pra cada coisa e vulgaridade... Se não puder e nem pretende poder, por favor, vá. Vá, pois eu não sei te mandar embora. Não sei não te falar... Não sei... Faça o que eu não tenho coragem de fazer, acabar com o que nem existe realmente, acabe com esse sentimento que só existe no plano das ideias, no plano dos sonhadores, no plano daqueles que tem fé. Eu tenho fé. Só não sei se posso ter você...”

 

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Depois que penso alguém me chama – Hey, você está pronta.

Desço as escadas pretas e subo no palco, minha voz vem, meu sentimento também...

Olho nos olhos daqueles que não me enxergam, parece que estou olhando pra você. Mas assim como um sorriso no rosto “boa noite”- sento no banco e pego meu violão preto-1...2...3...1,2,3...4- Depois que o mal tempo foi... Eu vi você chegando... Trazia o rosto doce, bom e aliviado nada mais incerto... Voltávamos a ser então o tal casal- Apaixonado, apaixonado- ...

 

Música*Vanessa da Mata- O tal casal

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Não sei como te convencer... Não sei...

Olá... No último post, postei aqui um texto que fiz com o Carlo Lagos, alguns trechos  daquele texto eu fiz na hora e outros eu tirei de um texto que ainda não havia postado. Como li nos comentários alguns trechos do texto, e que esses trechos eram do texto que não postei resolvi então postar. Espero que gostem.

 

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Anoitece de dias claros, na tristeza da manhã que perdi, na noite que ganhei é que acho a minha alegria, que está ali escondida entre os beijos que vou te dar e os talvez de planos que faremos. “Já lhe dei meu corpo, minha alegria...” Sentarei na cama de pé com a vontade de ir te mostrar lá fora o que ainda não perdemos, sento na cama deitada com o teu desejo de me deixar ali, o mundo, se quiser, que espere e amanhã nos de outra manha, outro dia, mais um e quem sabe iremos. Terei a tristeza de dizer tchau, mas alegria de voltar é maior essa me consome. Não quero mais o querer de amar quero apenas a certeza de sentir. Quero chegar à beirada no prédio do medo e dizer que “estou indo embora, adeus” e pularei. Já te disse que lá atrás deixei a pessoa que por uma vida, amei. “Já estanquei meu sangue, quando fervia...” Digo-te agora alto entre sussurros surdos, que somos só nós, machucados e calejados, e que agora que me joguei não posso mais subir todos aqueles andares, tu es, pessoa, o começo do meu fim.(meu chão) As palavras ainda seriam fortes de mais, se eu dissesse “eu te amo”, seria cedo e precoce, seria tu a minha fruta verde, não teria gosto. “Deixe em paz meu coração que ele é um pote até aqui de mágoa...”.Quero apenas sentar ao teu lado “gosta desta música?” quero rir de você rindo de mim, das piadas que me pegam, das minhas mãos que te buscam, da sua certeza do certo, do meu duvidar do sempre. E vamos rir. Não posso lhe prometer algo sem dores, sem momentos de duvidas e recaídas sobre o passado, te prometo o meu ouvido, minhas mãos e braços, esses estarão a te esperar, os seus também, eu sei, estarão a me esperar. Prometo que farei o que mais tenho medo, superarei pesadelos, falarei devagar, terei paciência, serei muitas vezes plural e em outras singular, cobrarei de mim, te cobrarei, te largarei pra respirar e logo após irei te agarrar. Eu prometo que tentarei, e o meu tentar já é fazer, pois você é a esperança que move o meu tentar, o sentimento bom que meu coração bombeia. Dança que eu aprendi a gostar, a chuva boa no final de uma tarde quente, a pessoa que não sai da mente, que me irrito, discuto, brigo, e que depois... Rimos. Nós rimos. Você ira se irritar, me embriagar de curiosidades, você vai dizer um talvez em mente e sussurrar o silêncio pelas palavras, terá medo, terá vontade. Eu vou quebrar minhas regras, você suas leis e no final faremos o que dizemos no começo que “não”. E não, depois de um tempo, será de não demore, não desligue, não me esqueça... Corro risco de estar em um caminho sem volta, em uma avenida da eternidade e esse será o meu último romance... Arrisco. “... E qualquer desatenção, faça não pode ser a gota d'água...”. Entre os medos que enfrentaremos e as pessoas que existem entre nossos corações, te peço em segredo, em cada beijo e olhar, que não me machuque... Pois você sabe e ainda sente, que é dor de mais pra uma vida, e ter duas doses dessa dor... Seria a gota d’água.

Música: Gota d’água- Chico Buarque.

domingo, fevereiro 06, 2011

Lhe entrego em segredo um ‘Se’ ...

 

 

…Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir…

Dos olhos que já tinha visto, batatas e panturrilhas, dos cabelos e bocas, que já puxei e peguei dos corpos que já desvendei e depois me aprofundei. Aqui está o começo do meu fim... “Ah, se já perdemos a noção da hora”... O remédio que faltava, a reza que não sabia, a posição que nunca fiz, o labirinto que não entrei... Então é assim que é... Quando acontece, e não da pra explicar, as palavras escapam em sussurros ao pé do ouvido, pedidos de ‘quero mais’ se afogam em beijos roubados, tudo programado... “Se juntos já jogamos tudo fora”... Eu caio no escuro do seu teu cheiro, na claridade da certeza que te quero por mais umas horas... E horas... E horas... Quero escutar teu riso firme, tua fala, quando triste, lenta... Suas palavras, quando feliz, rápidas... São tuas babatas, braços, e barriga... É tua cabeça, coração, o colírio do espirito que aqui habita. Já não sei não querer... “Me conta agora como hei de partir...”Fingir que não posso e não devo, já imagino e vejo, quando fecho as cortinas dos meus olhos, eu que nem sei como tudo pode ir assim tão rápido me perco nos dias que ainda terei, nas camas e sofás, bancos e chão que teremos... “Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios...” A vontade que tem meus olhos de te ter, o desejo forte que tem meus braços de te ver, a minha boca, seca por querer te enxergar... Perco-me... Não me encontro mais, digam a eles que sumi que me perdi em um mundo que tanto desdenhei e agora vou compra-lo. Que só por essas horas não tenho medo, esqueço então que já cai, sopro e continuo... Arrisco, te risco da minha lista de ‘não poder’, te coloco no topo das que pra ‘sempre quero’, te quero conversar, te escuto a não falar, te peço beijos e aromas de ironia pra alegrar nossos dias. Entrego-te mundo, minhas dores. Entrego-te pessoa, uma chance e te peço me entregue as suas. Tuas tristezas, porque não juntar com as minhas? Nossas fraquezas, nossas lembranças... Dou-te a chance de sermos nós, quando for eu e você... “dou-te meus olhos pra tomares contas...”. Digo-te depois do fim do ato, que te gosto... Que quero comprar certezas ao passar dos dias, quero usar a chance, todas elas... Pra tentar... “Agora conta como hei de partir...”.

 

…Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu…

Então, junta as tuas tristezas com as minhas?

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Eu dei nome às paredes pra passar o tempo e não me lembrar de você.

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I want you

I want you so bad

I want you,

I want you so bad

I Want You (She's So Heavy)- The Beatles

 

Vou te dizendo em silencio que quero que você me escute em alto bom som. Preciso de você. Preciso de um pouco de você. Preciso do que vem de você.

Da última vez que não te vi encostei-me a uma parede e olhei você sorrir, aos abraços, aos cheiros. Algo em mim, não queria mais enxergar. Já em outros pedaços meus, quis que tudo fosse diferente, que eu pudesse me livrar da parede, que eu pudesse enxergar tudo em você, sem sentir dor, mas ao contrario do que desejo, ainda existe uma parede que me segura e um coração que não se cura. Existe alguém esperando por você na entrar e na saída do sol, existe alguém que quer você assim do jeito que você é. Existe uma pessoa, um adjetivo feminino, um verbo mulher, que quer tentar te amar pra sempre, que quer ser o ombro reserva, que quer ser a mão nos seus cabelos, o lado quente da cama. Agora me diz quem conseguiu não enxergar mais nada?

Digo em mais alto sussurro que já estou cansada dos saltos que descem a tua escada, das saias que se perdem em teu chão e da indiferença que mora no seu coração. Talvez eu tenha que me vender ao mundo, comprar as dietas e os saltos, a vulgaridade está na moda, e as oferecidas em promoção. E talvez eu compre tudo e seja mais um salto descendo a tua escada, sei que não vai me ligar, serei mais uma a esperar, mas a verdade é que não tenho dinheiro e não uso salto, não gosto das dietas, a vida quase não me permite sabores bons e ainda vou querer evitar aos que tenho acesso? Acho que não.

Durante anos pensei que segurava uma parede chamada medo, e há de mim se ela caísse, sem a parede poderia tentar... Mas... E o medo?

Depois descobri que a parede me segura de coisas piores, a parede me afasta dos sonhos e das vontades de ser a mulher certa pra alguém, ser a menina dos olhos, o perfume que fica o abraço que faz falta... Às vezes estamos calejados pela vontade de ser alguém especial para outro alguém... Às vezes só queremos nos acostumar à realidade... E na verdade... Bem como já disse em alguns lugares... Não há verdade quando coração fala mais alto.

Mas e quando o coração é calado... Ou tem medo de falar, é difícil saber...

domingo, janeiro 30, 2011

Preciso dizer seu nome e você precisa me chamar, de volta.

Hoje eu tinha que postar a continuação de um conto que escrevi no último post, na verdade eu tenho o conto escrito aqui até a quarta ou quinta parte, mas eu não quero posta-lo.

Estou sumida dos blogs, desculpem-me, mas o tempo tem fugido de mim.

Beijos.

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Você lembra as dores que eu sentia? Das vezes que me deixei suspirar por você deixando você pensar que sabia me dar prazer sendo que meu maior prazer era fingir para você que sou difícil assim, que não gemo alto. Você lembra?

Das dores que eu sentia nos dedos do pé, no canto da cabeça, dentro do sutiã, no meu interior. De cada dor que eu sentia, em te ver em outros barcos, navegando por outros corpos e não importaria quantas navegações fizesse as dores sempre seriam as mesmas, o meu eu mulher que quer ser a A e não a Tal, não me deixa em paz e dor, a dor é sempre a mesma quando te vejo depois de muito tempo e não importa se os outros que tive me fizerem a mesma coisa, pra mim sempre será você no final ao lado pódio me dizendo eu te disse, abraçando outra e sussurrando, eu te amo.

Culpar-te-ei pelo fim da humanidade, te culparei por passar as tuas mãos cálidas e rígidas em tantas pernas em outros mares, mas sentarei atrás da porta, escutarei os teus desejos, os dela também e sei que vai doer, amor, agora dói e eu gosto quando dói, pois eu cresço um pouco, vejo que não aprendi, sei que pra homem é bonito e mesmo eu, sendo uma mulher pra frente, apenas sento para escutar, sento para ver a dor passar, mas na maioria das vezes a dor senta para me ver sentir, não sou eu aqui na sua porta te esperando terminar o teu ato sexual, não sou eu quando te espero do outro lado da linha, não eu quando passo minha mão pelo meu corpo fechando olhos pedindo há algum Deus do sexo que realize meu desejo, que faça dos meus dedos os seus que faça do lençol gelado ao meu lado o teu corpo quente, mas não sou eu. Não eu quando te escrevo sobre minhas dores, não seu quando te olho com olhos de pena, não eu quanto minto para os amigos e digo que tenho muitas coisas pra fazer e que hoje não da, e desligo o telefone, vou me deitar, o remédio é esperar e pra cima olhar, afinal quem foi o babaca que disse que as coisas boas vêm de cima? De cima? Da tinta branca? Não sei amor, não sou eu.

É a dor.

É a dor de ver você em cada homem que vejo.

É a dor de não ter você.

É a dor pensar que você pode ser pra sempre o “nunca mais”.

É a dor quando fico feliz por você estar feliz.

É a dor que me diz vai, tenta, esse pode ser o cara e ai, é a dor que me mostra que cai mais uma vez nesse mar de lembranças que tenho de você, a dor é a mesma, o causador talvez não, mas a fonte é você.

Não sou eu quando sinto dor. É a dor que sinto que faz com que tudo mude que as palavras venham em mente, que combinem, e assim o toque final. É a dor que sinto que faz com que eu seja mais anormal, que faça as malas sempre e não saia nunca. É a dor que sinto que me faz sentir fé nas manhas e faz querer altas doses de remédio ao fim do dia, porque já não tenho mais alegria, apenas dor. É a dor que me tira do estado de paz e fé, é a dor que me coloca no estado de paz e fé.

É a dor da saudade. É a dor da realidade. É a minha dor moradora de mim, que me faz ser assim. Eu não sou eu quando sinto dor. Eu não sou eu na maioria das vezes.

Não sou eu quase nunca. Não sou eu... Faz tempo.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

É o casamento. Capítulo primeiro.

 

Maldito seja o teu vestido cinza.

 

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- E você vai nesse casamento?- a mulher alta com os cabelos loiros até a cintura perguntou pra ruiva.

-Eu vou né Re, depois daquela bronca que ele deu há de mim se não for a esse casamento- a ruiva responde enquanto entrava em uma loja.

-Mas você vai comprar aqui?-Renata pergunta com desprezo.

- E você quer que eu compre aonde? Aqui tem umas roupas em promoção e é o que eu posso pagar...

-Mas Louise... Olha- Renata tenta terminar a frase, mas Louise não deixa.

-Para! Ou se não, não vou mais pra casamento nenhum, ficarei em casa assistindo a reprise da penúltima temporada de 24hrs.

-Aff!- Renana se afasta olhando algumas roupas.

-E não faz “aff” para o meu Jack!

-Quem é seu Jack?- Renata pergunta.

Louise finge que não ouviu e vai olhar os vestidos em promoção.

“Esse é muito curto. Nossa, esse é lindo, quanto será? 79,00! Um assalto, chamem a polícia.”- Louise pensa.

Depois de meia hora Louise acha uns três vestidos que lhe cairiam bem e vai para o provador.

-E ai achou?- Renata pergunta.

-Acho que sim, da uma olhada. - Louise mostra os vestidos.

-Lo... Esse cinza não é bonito, mas olha esse preto aqui tomara que caia que eu achei, é show!- Renata mostra o vestido que encontrou.

Louise não gosta da ideia, passou horas escolhendo aqueles vestidos para Renata chegar olhar para lado e encontrar um perfeito, mas resolveu deixar pra lá, afinal o vestido era mesmo lindo e não estava caro- Me da aqui, é... - Segurou o vestido, era preto tomara que caia básico, mas tinha dois bolsinhos na frente, era social, mas não tanto, curto, mas não tanto, estava barato, mas nem tanto. - Vou experimentar- Louise disse.

-Vai lá vou procurar uma sutiã sem alça pra você. – Renata se afastou.

-Ok.

Louise esperou quinze minutos na fila do provador até chegar a sua vez.

- quatro peças né? – funcionaria da loja perguntou.

-Sim são quatro.

Então a funcionara entregou um cartão vermelho com o número quatro e liberou Louise para o provador. Louise entrou em um corredor branco e muito bem iluminado com vários provadores, olhou e procurou, mas onde estava o provador livre?

-Moça!- Louise chama a funcionaria.

-Sim- A moça responde.

-Onde está o provador?

A moça com a feição cansada e pensou que Louise só poderia está brincando, mas respirou fundo e respondeu- Senhora a sua frente tem um provador livre.

Louise ficou até as pontas dos cabelos vermelha de vergonha, e isso era fácil de fazer, era ruiva.

“Puta merda que mico, o negocio na minha frente e eu perguntando onde estava; nossa estou no provador para deficiente, espero que não apareça nenhum agora, meu Deus que provador enorme!”

Louise colocou a bolça em cima de um banco branco e depois tirou o celular rosa da sansung que estava no bolço de trás da sua calça jeans preta. Em seguida começou a tirar o tomara que caia e em seguida as calças e depois pegou os vestidos- vou experimentar qual? Bem, vou começar pelo cinza, vamos ver se a sua prima tinha razão sobre ele.

O vestido cinza era mesmo um desastre de feio, além de que o zíper, que ficava na parte de trás, não queria fechar de jeito nenhum, Louise para ver se o vestido ficava bonito fechado resolveu insistir, era teimosa como uma criança mimada de dois anos, e continuou tentando subir o zíper colocou tanta força nos dedos que esses já estavam vermelhos, até que uma hora o vestido foi e Louise sem esperar por esse fato, ainda colocando força no zíper, perdeu o equilíbrio caiu para fora do provador levando a cortina com peso do corpo.

-AAAh!- E Louise já estava no chão.

Continua.

Obs.

Dedico esse conto a minha mãe, e as lojas de roupas e aos seus provadores, ao meu vestido preto que encontrei ao acaso na loja, e aos provadores para deficientes, eles foram a minha inspiração.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Não se preocupe, eu também sou assim.

 

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Deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições.

Às vezes é tão bom ser triste, ter seu canto certo na cama, ter o seu cheiro no travesseiro, dormi nu, comer pizza sem usar talheres, assistir um filme que já cansou de ver e ter aquelas depressões básica após vê-los.

Nem sempre ter tudo significa possuir tudo, estar acompanhado e não estar só às vezes parece obvio, mas também ser só no meio da multidão pode ser clichê.

São pessoas, são pessoas, pessoas. Elas quem vem, entram na sua vida assim “Não quero nada, mas tem açúcar ai?”.

“Claro que tenho está na geladeira, entre a solidão e a bebida, bem no meio, pode entrar e pegar, pode sentar e beber se quiser, pode ter minha amizade, minha confiança, pode me abraçar e depois me ver chorar, não sei o que esse último tem a ver mas as pessoas se sentem mais intimas depois que veem alguém próximo chorar, e ai eu irei confiar em você porque você me assistiu chorar, me abraçou, porque você me fez rir, por que você mora aqui ao lado e tem as palavras certas, ou por que você mora longe e quando vem a alegria se faz presente”

Você vai concordar sentar, beber e secar a garrafa de vinho e as minhas lagrimas, abraçar meu corpo e minha vida, sentar na minha sala ao meu lado. Será meu amigo.

E um dia você vai encontrar alguém ou ira mudar, sei lá terá uma crise de adolescente ou quem sabe de meia idade? E ai vai decidir mudar tudo e as pessoas só mudam quando tiram o passado ou coisas que fazem lembrar o passado, da vida delas. Então você que está lendo e eu, somos isso- pessoas que um dia são boas e servem para algo, que um dia são amigas e que deixa que alguém, cujo o seu coração acredita ser especial, sentar ao seu lado e assistir a sua vida passar, não no BBB mas na realidade mesmo, nos bastidores, ao vivo.

Apegamo-nos e achamos que tudo é para sempre, o primeiro amor, o amigo, a amiga, a vizinha, e o vizinho, mas no final sempre será só você, sentada em uma sala olhando para as janelas pensando que deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições. Ou na verdade é que a vida muda o tempo inteiro e não sabemos, nem por onde começar quando começamos a ser egoístas, eu sou você é, somos.

Seja o amor que se foi, a amiga que te traio ou amigo que comeu a sua mulher. Queremos sempre crer que a pessoa ao lado não sente inveja, ciúmes ou que não tem vontade de ser feliz também. Não pensamos nem um pouco, nem por um segundo que alguém pode está sentindo a nossa falta, que somos o melhor amigo de alguém o amor da vida de alguém, aliás, não nos damos conta nem que existem pessoas ao redor por que o assunto é sempre... O que queremos? O que eu preciso? E o que eu sinto?

terça-feira, janeiro 25, 2011

Esqueça

E por hoje vamos deixar as bebidas de lado, as saudades, as incertezas e as certezas também, guardaremos os amores, esconderemos as cicatrizes. Iremos sorrir cantar e depois sentaremos na grama e olharemos o sol sendo engolido pelo mar, se você puder sentira uma quentura em seu peito, uma paz no coração e uma leveza em seu corpo. Se conseguir deixar todas as angustias de lado, se só por hoje não chorar e não remoer nada se puder olhar a beleza do mundo assim, como uma criança e se sentir feliz com isto. Eu digo meu amigo, hoje você deixou que Deus se aproximasse mais ainda de você.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Definição.

Vai ser assim, aos poucos sua mão irá largar a minha e eu não serei mais seu porto, seu confessionário...
Meu coração vem doendo desde então, vem chorando, angustiado, entristecido...
Vou perdendo as forças, o ar, o mar... A solidão, o telefone que não toca, a falta que eu não faço...
E o fim nada mais é que uma triste verdade, uma saudade que nasce da mentira que vivemos, um rancor que surge da verdade que sabemos.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Baço.

Em minha velha poltrona cor vinho, eu assistia o céu por uma janela grande e escura, aos olhos de fora.
Vagando em minha mente, lembranças iam e vinham fazendo meu coração, vez por outra, acelerar.
Uma taça em minha mão carregava o meu vinho e em meus olhos uma lagrima escorria, carregando a saudade.
Por breves instantes eu admirava o céu, as casas, as estrelas e as pessoas.
A sala a meu redor, me contornava de escuridão a não ser por uma luz fosca no fundo do corredor atrás de mim.
Se você conseguir imaginar, e eu confio em você, meu apartamento apesar de sem vida está cheio de lembranças...
Não é só um lugar, é uma caixa escura e cheia.
Com personagens e constantes turbulências.
Mais um gole do meu vinho. Mais um olhar carregado, lágrimas, lá para o céu.
Era o contraste da minha humilde vida com a beleza do céu.
São as diferenças da minha amargura com o doce, que bebo e que adormece meus sentidos.
E a única igualdade, a da caixa, escura e cheia, com o meu coração...
... A desigualdade! Suspendo a minha taça, brindo...
E novamente, o doce me entorpece, aquece e me revela.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Tem que ser assim...

A sua verdade, hoje, doeu em mim.

Eu não aceito mais tantas coisas, e ainda sim, vivo com elas.

Estarei a um passo, de ser um nova pessoa.

Estarei a uma porta, aberta ou fechada, mas aberta mudaria minha vida.

Viveria mais feliz, apenas com uma palavra sua.

Tudo isso se... Não aceitasse, desse um passo, abrisse a porta, se você falasse...

E por que não mudo?

Por que não mudamos?

E por que ficamos nessa... Reclamando do mundo e fazendo as mesmas coisas?

Pois além de guerrear com mudo todos os dias, ainda tenho que lutar comigo para buscar forças.

quarta-feira, junho 16, 2010

Faço as malas falando com as paredes.




Eu espero que você entenda esse meu jeito.
Na cozinha em cima da mesa tem uma carta para você baby.
Não chore, não me procure, afinal estou indo embora e não quero ser encontrado.
E vocês podem até dizer que é errado e que errar é... Errar?
Mas veja bem, hoje de manhã estava digitando naquela máquina velha e a palavra amor saiu AMOR, mas estava errado era para sair apenas 'amor' e veja eu 'errei'. Será que devo pedir perdão por meu amor ter saído grande e não pequeno?
Mas... Voltando ao assunto
Está na hora de ir...
E enquanto vou indo você estará comprando o nosso almoço que agora será só seu e que talvez estrague, não sei, mas essas mulheres têm essa mania de parar de comer quando acontece esse tipo de coisa.
Baby eu estou levando alguns cigarros e o isqueiro que você ganhou da sua mãe, mas isso só as paredes desta casa sabem já que não coloquei isto na carta, quis ser gentil e também não quero que você pense que o levei para me lembrar de você. Não. Não. Apenas não tenho um isqueiro.
Algumas roupas vão ficar aqui, mas saiba que nem o meu cheiro deixo já que elas estão limpas...
Mas isso também não está na carta e creio que você vai descobrir sozinha.
È Adeus...

segunda-feira, junho 14, 2010

È isso e pronto.






Ele deve ser feliz.
Mas não me pergunte se sei.
Apenas tento não aflorar o meu conhecimento sobre sua vida.
Se ele ainda tem manias...
Se ele ainda tem o mesmo cheiro...
Se ele ainda come a mesmo biscoito...
Eu não sei... Eu não sei.
Só não procuro procurar ele por essas ruas.
Mas ainda enxergo uma menina...
A sua menina... Mendigando pelas ruas... (Como?).
Será que você ainda faz aquelas piadas?
Sem graça, procuro não mais perguntar de você. ( Penso)
Agora tento não enfatizar a minha saudade nas conversas...
Mas na verdade já desaprendi a conversar também.
E muitas vezes quando estou caminhando perdida... Encontro-te amando... Feliz
È... Ele de ser feliz.

quinta-feira, maio 20, 2010

Não tem jeito.

Admita, você errou em não me amar;
E eu confesso, também te amei de mais e quando parecia que tudo poderia ser verdadeiro, eu destruí aos poucos, jogava água, me desculpe, mas acabei com o nosso amor, acabei com cada plano, pois eu queria que desse certo, mas não queria correr o risco de dar tudo errado e me machucar.

Vivo querendo viver e quem sabe te encontrar sem querer, será possível?
Te faço um poema, uma música... Sinto saudade, mas isso não é o bastante para um coração que tem medo de amar, quero ter, ter a certeza de que tudo está bem, quero ter, ter você pra mim, agora. Mesmo com tantos fatos contras... O amor, será que não é um salto positivo?

Me desculpa por amar, me desculpe por não querer me machucar.
Caminho no sentido de sonhar cada vez mais, fazer planos que nunca poderam dar errado, pois, sofrer, dói tanto... E tanto, que só quero agora ser feliz, sem dor, mas creio que não seja possível amar, sem sofrer.
E da pra ser feliz sem amar? ...Amar v o c ê.

segunda-feira, agosto 04, 2008

quem sade ?

o que te importa?
quem se importa?
quem bate aporta?
oque é verdade?
além dessa louca realidade ?

o tempo muda a gente o tempo inteiro.
e quem não se adapta a isso, sofre.
a vida mudam as pessoas o tempo todo,
e quem não vê isso, não sente.

o que é que vc sente ? (...SE SENTE ! )
o que é sentem por vc?
o que vc entende sobre ...sentir?
se já me sinto tão, ...tão vazio ....mas

quem se importa?
quem bate aporta?
oque é verdade?
além dessa louca realidade ?

olhar para tantos rostos, e só vê apenas uma ficsão, sendo que o tempo todo ou todo tempo vc sabe o que realmente se passa.
talvez seja o tempo, que meche um pouco com as minhas idéias,
talvez esteja tão louca, ao ponto de outros olharem pra mim, e já perceberem o qe se passa,
e que parece um delirio, ou pesso por socorro e nem mesmo, eu, escute... ...mas

o que te importa?
quem se importa?
quem bate aporta?
oque é verdade?
além dessa louca realidade ?

Já li, se você não fecha as porta dos passado, ela sempre ficará aberta, e ele sempre voltará.
pois então se for forte , volte.
já escutei, qe passado é história e que hoje é uma dádiva, por isso chama-se presente;

Que a realidade que vivo, parece um delirio
se alguém ver a verdade por ai, me avise!... ...por que


por que é com isso com me importo.
é com você que me interessa...
e quem bate a porta, já viro história
a verdade, é o que você tenta esconder
além dessa louca realidade... que somos só eu e você;



Lua;