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terça-feira, fevereiro 22, 2011

Lua visita

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“Amarrei o cabelo e depois passei a mão no espelho, agora tudo estava nítido “ah se a vida fosse assim, só passar a mão” peguei o vestido de alça, todo florido de fundo branco e o vesti, fechando, depois muito esforço o zíper atrás. Olho para os perfumes que estão na frente do espelho e escolho o de vidro transparente com tampa vermelha, passo, respiro, sinto... Estou com ele, é o seu cheiro. Coloco o perfume dele no lugar e saio do banheiro- Amor, que horas a sua mãe vai chegar ao metro?- ele entra no quarto com uma xicara de leite puro e outra com chá e esta me entrega- Não sei Lua, ela me disse que ia ligar quando estivesse saindo da casa da minha tia- ele passa atrás de mim com a sua xicara de leite enquanto eu fico com a minha de chá, tomo um gole, perfeito- Então vamos com o meu carro, por que ai deixo vocês aqui e depois vou pra casa- termino de tomar o chá, pego a carteira, celular, blusa de frio e coloco tudo dentro da mochila e a fecho- você podia ficar aqui...- ele diz, e eu não vejo o que ele faz ainda estou de costas- É meus pais poderiam simplesmente concordar com isso né? Estou aqui desde sexta!- viro-me- e ele está tomando leite e depois coloca a xícara vermelha na mesa ao lado cama- e dai? Faz pouco tempo...- Eu caminho até a cama- Lobos, hoje é Domingo!- ele ri- então... pouco tempo- sorrimos- sento na cama, enquanto ele ainda me encara- semana que vem, você que vai lá casa- lhe digo- mas você nem tem cama de casal- ele responde e percebendo a minha cara de nervosa ele complementa-... Que é melhor claro, ficamos mais juntinhos- ele sorri- você só quer ir pra lá por causa da cama- levanto, mas ele puxa meu braço- se você me mandar para o inferno, a única coisa que vou querer saber é se você vai também- ele me puxa e no segundo seguinte estou em cima dele- Eu te amo, você tem que saber disso.- Meu coração dispara e eu o beijo, e parece que meu folego é infinito, entre a pausa e de um beijo e outro- Acabei de tomar banho- lhe digo- O que tem a ver?- Ele da risada- Você ia me convidar?- Claro... Coitada dessa cama- rimos e depois nos beijamos- nós não saímos mais daqui- eu digo- Claro que não? Semana passada estávamos na praia- rimos- é verdade-sinto sua mão nas minhas costas, abaixando o zíper que tanto me esforcei para fechar, mas ele é assim mesmo, ele faz das coisas difíceis, simples, bonitas e profundas. Deve ser o jeito que ele deixa a barba por fazer, ou jeito que me toca que me beija que faz o chá, que me diz que o tempo passa rápido e que tudo pra nós é pouco, nem quero entender, ou justificar... fico por aqui, entre as suas mãos e as roupas nos chão...”

Lu toca a campainha.

Lobos aparece na janela- Olá!- parece mais que surpreso, parece que avistou um fantasma-estou descendo.

Como vai?- ele pergunta dando espaço pra ela entrar.

Ela não responde e lhe entrega o papel nas mãos dele- vê nossas fotos? Vai até o jorjão me ver cantar e agora isso- ela lhe mostra o recado que recebeu dele- que porra você está fazendo Daniel?- ela chora, grita, treme- Você vai embora, e em um belo dia você volta- ela chora- como se tudo fosse simples assim?!

Lu- ele começa- eu te amo, você tem que entender isso. Eu sei, eu errei, fiz merda, mas eu te amo muito e a culpa não foi só minha, você tem que...- Ele teme em dizer- que concordar.

Lu o encara com os olhos vermelhos e lápis escorrendo- Nós íamos casar...

Lobos a encara tem vontade de chorar e de gritar, mas apenas diz com calma- porque você teve que acabar com a vida do nosso filho?

Os dois se encaram. Ficam em silêncio. E ninguém sabe como justificar.

A ida. E o fim.

 

Não entendeu? Leia : canto-se, escuta-me, peço-te; Lobos pra Lua; Sem querer te faço canção- Lua pra Lobos;

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Desconstrói.

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Procuro, procurar, entender. Suspiro. Respiro e lhe digo, na verdade eu confesso, digo em sussurro, enquanto você lê um livro, enquanto o metro anda, enquanto a moça bonita senta e cruza as pernas e depois que as portas se fecham e minha cabeça em teu ombro sossega eu digo – desculpa- Você nem me olha, dos seus olhos vejo um sobrar, quem sabe ali more uma vontade de me encarar, me beijar? Não, seria muita positividade- me desculpa- peço outra vez, te imploro. Teu livro se fecha em suas mãos, tuas mãos seguram o livro. Teus olhos da sobra são agora o todo, todo meu. Tu me encaras. Teus olhos me encaram, teu corpo diz que me quer de um modo simples e fácil.

- porque você sempre faz isso?- tu me perguntas- desculpa? Não sei por que está pedindo isso-eu te olho, sua barba feita, seus lábios que ali hábito... - desculpa, já que só sei sorrir pra você, desculpa, mas quando você vai embora eu sinto sua falta, quero ficar aqui com você, pode ser pra te ver ler, eu sei que às vezes irrito que falo de mais, brinco de mais, sou irônica de mais- eu fecho meus olhos, mas o coração está aberto, é eu sou assim, brinco e brinco, mas sou séria quando tem que ser e às vezes parece ser nas horas erradas, eu te olho e você nada diz, minha boca fecha e meu coração quer dizer mais então você me diz- mas estamos em um metro, como quer ficar aqui?- e depois sorri, assim, como se eu não tivesse dito nada, falado nada. Teu celular grita e vibra, a moça da estação fala, a porta fecha, e a moça bonita levanta ‘próxima estação- liberdade’ você atende- Oi... Ah sim, como vai?... Não, mas eu te respondi li sim... Ficou muito bom... Sim estou e você?... Claro que vou! Peça... Gosto de frango com catupiry... Tudo bem... Beijos-Te olho e depois procuro o mundo, era ela. Ela- era a Jessica... Vou pra casa dela... - Eu faço que entendo, e por dentro faço que morro, morro na liberdade, e ali amaldiçoou aquela estação, nunca mais quero passar por aqui... Como ela faz isso? Como consegue? Em um pedido simples, com uma pizza e cerveja, suas roupas justas, seu cigarro caro e sua cama confortável... É porque a minha é de solteiro?- estou indo... – você me beija e não percebe que meu olhar está no chão com a sujeira do dia, com as pisadas dos outros, com a tua pisada e você se vai... Deve ser meu corpo, mas corpo eu tenho... Só não tenho coragem, essa me falta, não sei ser vulgar, muito menos te intimidar... Sou apenas a menina dos livros, aquela que te empresta, a que tem a cama de solteiro, a que não usa salto, a que gosta de comer pizza de atum e não gosta nem um pouco da frango com catupiry, não bebo e não fumo, não converso sobre os shows que aconteceram, dos bares pois estes não conheço, só sei falar das bandas que acabaram, dos livros que li e os que não li, da economia quem sabe? E às vezes te solto ironias... Lembra como nos conhecemos? Você rio quando eu respondi a tua pergunta tão besta

-Oi... Como você conseguiu entrar aqui?

-Por osmose...

Você ri.

-Sabe... - Tu me encaras- Boa resposta, mas é que eles estão organizando os livros, e me disseram que não era permitido entrar na biblioteca...

-Eu sei, mas...

Porque fui dizer, mas... Porque plantei a osmose no meio da conversa, porque te emprestei o meu cede do Chico Buarque, porque continuei te mandando e-mails, te ligando, por que você foi a tantos cinemas comigo... São tantas interrogações... Tantas.

Eu em meses. Ela consegue em dias.

Minha estação que chega. – próxima estação ‘Tucuruvi’...

Meus fones que dão um ar, um animo, me identifico com a batida e letra... Canto baixo...

“... Amou daquela vez como se fosse à última”.

Música- construção- Chico Buarque.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

A nuvem que faltava

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São como os domingos à noite, a tristeza que vem. É passar nas ruas escuras com rádio ligado na alfa, alguém que canta aquele som antigo, chiado velho, voz nova. É o carro com o tanque cheio, são os bêbados passando pela rua, um casal ali e outro aqui, o estabelecimento fechado. As crianças que vão pra cama cedo, os jovens que vão pra cama tarde e tem também os que nem vão. É a música que termina, eu que troco de rádio, um rock, um velho. Sou eu passando pelas avenidas movimentas, pelos bares cheios, pelos jovens e velhos bêbados, pelo batuque do pagode, pela batida do funk e pelo bom e velho estilo do rock, pelo sertanejo estilo corno/apaixonado de ser, é por ali que passo e de cada canção tiro uma letra, um pedaço que fica que faz relembrar, e isso tudo é viver. Sou sozinho no mundo inteiro, sou o só que deixaram depois de um tempo, sou só o que você cansou e deixou só. Sou o resto de mim, o resto que você deixou na porta do teu quarto, nas suas brincadeiras, nas suas fotos velhas. Já não sou mais tudo isso, nem me permito mais ser intimo, apenas me permito ser próximo, um próximo distante. Quem sabe desta vez doa menos? Cansei de ser dois, cansei de esperar mais um prato na mesa, companhia na sorveteria, no cinema... Esperar foi apenas um aquecimento para a solidão que você dizia que não ia ter. Você disse. Veio de você, mas o que me faz pensar que tudo aquilo era verdade? A amizade verdadeira? O olho no olho? É melhor perguntar o que não me fez pensar que era mentira? Deve ser esse jeito engraçado de me agradar, de tocar em todos os pontos bons, de pegar as qualidades e dar mais qualidade há elas. Deve ser esse teu jeito de cantar uma música do nada, de dizer tudo entre as palavras... Ou podemos considerar que estar com você faz de todo dia sexta-feira à noite, sábado à noite, são suas danças desequilibradas, o seu jeito de puxar o erre, de estralar os dedos, de ficar em pé. Deve ser o modo como abre a geladeira, como diz que “os amigos são pra isso” quando aparece do nada em minha casa, dizendo e dizendo, rindo e rindo... Encantando-me. Pra tudo acabar.

Abre a minha geladeira. Traz água. Traz. Pois eu não engulo mais as tuas palavras tão secas, tão sem vida. Um dia desses, você aparece, toma a minha piña colada, se aproxima e eu te puxo. Vivemos algo. Sentindo algo. E você vai logo... Some. Faz-me ir até a tua sala...

- Já não te conheço, você sumiu há dois dias e eu te ligo há três. Você sempre inventa algo, qual será a mentira dessa vez? Que não ouviu o celular? O que vai dizer... Que esqueceu o celular dentro de alguma bolsa ou dentro de um bar? Que sente dores há dois dias, mas que há três já sabe que vai doer. Que porra você está fazendo? Está pegando meu tempo, estocado dentro do seu armário e o jogando no ralo? E que música é essa? Que rock é esse? Precisa mesmo escutar tão alto assim? Ah sim, já sei, por isso não atende ao telefone! Nem ao celular, mas há dois dias que você só sabe escutar isso? E há três já está surda há muito tempo!

- Me liga. Liga de novo. Retorna se quiser. Steven Tyler, esse é o rock de 1987 e “Pemanent vacation” é o nome do cede, e essa música que seus ouvidos têm a sorte de escutar chama-se “Heart’s done time”, a primeira do cede, conhece? Aliás, meu copo está vazio...

“Mas é claro que eu conheço! Pemanent vacation, é o ‘nosso cede’”- Não escutou nada do que eu falei?

-Ah sim o celular... Esqueci dentro da bolsa... Licença me deixa aumentar o som... “Magic Touch” conhece?... Fique a vontade, vou pegar algo pra beber.

Eu vou. Vou embora. Tudo bem em me encantar assim, mas já me disseram que a indiferença é a pior coisa que você pode dar para alguém.

São como os domingos à noite, a tristeza que vem. É passar nas ruas escuras com rádio ligado na alfa, alguém que canta aquele som antigo, chiado velho, voz nova...

É como definir a tristezas em dias, tentar dividir ela em horas, e em cada minuto tentar entender por que tem pessoas que nos tem na palma de suas mãos e simplesmente em um belo dia só porque não acharam uma nuvem bonita no céu, nos entregam a indiferença.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Textos do caderno Lie.

 

...É eu sempre estive certa, aquilo que sentia sempre me avisou, eu que ignorei, e ele sabia que eu estava certa todo esse tempo...

... Eu não sei se estou com saudade, triste, chateada, se ainda o amo, não da pra sentir muita coisa, são muitas lagrimas que vem ao rosto nesse momento. A vontade de sumir, de desaparecer...

...meu coração chora, parece que tem um buraco enorme nele; alguns dizem que é pra esquecer... Quando falam me machucam e quando não falam, está na cara que sentem pena de mim...

-02/08/2007 ( quinta-feira) foram três páginas e meia…

Ao lado do texto estava um trecho de uma canção da Legião Urbana :

“Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também.”

quarta-feira, janeiro 19, 2011

É bom né? Mas…

 

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-Como você sabe qual é o seu?- minha prima perguntou.

-Eu acho que o meu é o de azul- respondi- Mas de qualquer forma o meu vai senta do meu lado.

Eles chegaram e você não sentou do meu lado.

-Ei- eu chamei e ele olhou- Me da a sua mão- Peguei a mão dele e conferi se no fura bolo não tinha um pequeno machucado, confirmei e sorri- Ah seu besta!- você riu- Vem pra cá!- te puxei pela mão e você sentou do meu lado.

-Quero ver quando esse machucado sarar como você vai fazer para saber se sou eu  mesmo ou o meu irmão.

-O machucado é só um dos métodos que eu uso para saber quem é você- respondi e o beijei.

Eu estava muito feliz, quando ele segurava a minha mão quando ele me abraçada, tudo que ele fazia era bom de sentir logo pra mim que nunca tinha a capacidade de gostar de alguém, e todos meus relacionamentos não passavam de um mês, logo eu, forte e determinada, severa, queria só uma noite e nada mais fui cair nas garras dele assim, voltei a ser menina mulher, voltei a ver o mundo de outro jeito. O que o amor não era capaz de fazer? Não sei. Mas do que o amor é capaz...

…Abrir os olhos perdida naquele quarto. “Sonho, sonho e sonho”.

sábado, janeiro 15, 2011

A distância.

Hoje quando você acordar vai ser um lindo dia. Por que eu pedi pra Deus. Cada dia antes de dormir eu agradeço por você respirar e depois como quem não quer nada desejo que sua roupa no varal não molhe que o trânsito não te prenda que você não se esqueça de tomar as suas vitaminas. Às vezes também peço para que seus medos não te empeçam de voar em direção aos seus objetivos. Espero que você esteja bem. Porque eu também peço isso pra Deus e mesmo antes de pedir eu já agradeço, pois sei que ele me escuta, sempre. Sei que não deveria olhar as tuas fotos, ver como está o seu cabelo e ver como ganha rugas, como está amadurecendo, as espinhas sumindo e o cabelo perdendo a cor. Reparei que está perdendo peso, que está mais alvo, mais forte, mais jovem. Parece que você anda contra o tempo. Parece um vinho bom, é um vinho bom. Mais velho melhor. E com o passar dos dias te admiro por amar, por continuar amando e por ser só dela. Daquela mulher que sempre vejo sorrindo ao seu lado nas fotos. Sei que o casamento está marcado, até que em fim irá casar, estava na hora. Agora você vai comprar as alianças e depois vai lá fazer o pedido, vocês vão ficar meses planejando o casamento, a festa, o vestido, as madrinhas. Depois irão ver a casa, ficar horas escolhendo as cores e pisos para a casa e ela vai dizer que piso preto na cozinha é melhor, mais bonito e suja mesmo. Você vai ri e dizer que ela não vai precisar limpar o chão que vai contratar uma empregada e ela diz que só vai aceitar isso se for uma empregada bem velha, mas você retruca dizendo que se for velha não vai conseguir fazer quase nada, então ela diz “nós vamos cuidar da casa vamos dividir as tarefas” você faz cara feia, ela sorri e você aceita, como recusar depois daquele sorriso? E no dia do casamento você vai chorar antes de entrar na igreja, está feliz, radiante e não vê a hora de a sua mulher futura esposa entrar de branco, linda, mais linda do que o costume. Pensa que é até de mais para o seu caminhão casar com uma mulher tão maravilhosa como aquela, mas depois sabe que Deus é bom por que além de ela ser maravilhosa ela te ama e você a ama também. Na hora do aceito você grita o “sim”, todos na igreja riem menos o padre, pois ele toma um susto. Na saída, seu cabelo fica cheio de arroz são tantos os grãos que até mesmo depois da festa quando estão no quarto de algum hotel bem caro em algum lugar que você nem faz questão de lembrar o nome, ela ainda acha grãos de arroz no seu cabelo. Você ri e ela sorri. No outro dia você a apresenta para a família “Oi família essa é a minha esposa” todos riem da sua cara de bobo, todos já sabe disso, sabem que você está feliz. Que ela está feliz. Que vocês são felizes.

Depois de sete anos de casados, você vai chegar à cozinha e dizer olá família, naquela mesma cozinha que tem o piso preto e que sua esposa limpa todos os dias, ela complexada, ama limpeza e ela mesmo que limpa, você quase nunca está em casa e quando está ela prefere que fique descaçando com ela e com os seus filhos, são três, um menino e duas meninas, gemias.

As duas têm seus olhos, castanhos escuros e no sol os olhos delas ficam claros, às vezes parecem o próprio sol. O menino puxou a mãe é moreno e tem o cabelo enrolado, mas isso puxou dos dois, pois você tem o cabelo enrolado e a sua esposa também, mas o menino tem o jeito alegre, sempre sorrindo, sem manha, e não sai de perto das irmãs. Esse vai ser um irmão coruja. Igual à mãe que é muito coruja.

Então um dia você vai até a casa dos seus pais para o almoço de domingo e tem vontade de entrar no seu antigo quarto, um quarto que se falasse, nossa! Iria contar tantas coisas, como daquela fez em que você trouxe uma garota e vocês ficaram ali juntos, pela primeira vez, o amor. E depois de dez anos ainda está com aquela garota, agora mulher, hoje sua esposa e mãe de seus filhos. Senta-se na cama e passando os olhos pelo antigo quarto percebe que tem algo de baixo da mesa, algo repleto de poeira. Vai até lá e pega. Puxa e é uma gargantilha com um pingente: um coração azul. Você então vai se lembra vagamente de uma música “ E nosso amor é azul como mar, azul.” Pensa naquela dupla que cantava essa música, pena que acabou, gostava deles. Vai se lembrar de quem lhe deu, do rosto, da história ou pelo menos de alguma parte dela. Tenta lembrar o nome de quem lhe deu aquilo que usou apenas um mês, mas não consegue. Desiste. Então deixa gargantinha lá em cima da mesa empoeirada. E lá o coração azul fica, desbotado, mas azul. Um azul que nem a poeira do tempo conseguiu encobrir e nem desbotar muito menos enfraquecer, o mar ficou sujo e poluído, e o amor não é mais azul como mar. É apenas azul. Não sabe nem se o amor é azul e muito por que continuaria a ser azul, já que nem amor existe. Sai do quarto e volta pra sua vida.

Eu vou colocar a mão no meu coração e meus dedos tocaram o azul. O meu coração azul com a sua letra gravada nele. Pena que não tivemos tempo de gravar a minha letra no seu coração, porque naquele dia teu celular tocou e tivemos que ir embora as presas e você me prometeu “depois voltamos aqui para gravar a sua letra no meu”. Não voltamos. Minha letra não ficou no seu coração azul muito menos no vermelho do lado esquerdo.

sábado, dezembro 18, 2010

Enquanto ela batiza essa nuvem de amor, ele acha que é especial.

 

tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre
Intimidade, brincadeiras, só a gente entende♪

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…

-E por que será que eu não gosto em?

-Não sei você nunca gosta de nada.

Os dois se encararam e deram risadas. Ele pegou-a pela cintura e a levantou na altura do balcão que ficava ao lado da churrasqueira.

- Ei isto aqui deve está sujo

- Calma está tudo limpo... - ele deu um sorriso sapeca.

-Por que será que senti algo de mal em seu sorriso?

- Porque você gosta de pensar besteira.

Os dois riram.

Ela passou a mão em seu rosto enquanto o rosto dele caminhava em direção aos lábios dela. Quando os lábios se tocaram os dois riram com o estralo alto que fez.

- Fez cócegas- Ela disse coçando o lábio superior com o dedo indicador.

Ele riu- Desculpa.

- Não, eu gostei, aliás, sempre gosto quando você me beija desse jeito, parecendo beijo de criança- e ela voltou a acariciar o rosto dele.

- Vamos filmar?- ele sugeriu- Assim a gente pode ver sempre... Sabe... Pra quando você estiver com saudades de mim e eu de você.

-Filmar?- ela riu com a ideia- Tudo bem...

Então ele tirou o celular dele do bolço e entregou para ela e sem avisar pegou o celular dela que estava no bolço esquerdo da jaqueta jeans dela.

- Você filma de um lado e eu do outro tá?- ele avisou e ela aquiesceu.

Então os lábios uniram-se em um estralo. Ela riu novamente e coçou o lábio superior enquanto ele salvava o vídeo no celular dela.

- Aqui está – ele disse entregando o celular- Um vídeo da nossa felicidade- Ele sorri e ela sentiu que aquilo só poderia ser mesmo felicidade.

Ela também salva o vídeo da felicidade no celular dele e o entrega.

Ambos os olhos se encontraram e se perderam em um labirinto de sentimentos que estavam à flor da pele. Nem um mês que estavam juntos, não poderia dizer se aquilo já era um namoro, mas poderia dizer que era felicidade. Ele pensando em como aqueles olhos negros e muito bem contornados, o deixa louco e caído de amor, que mesmo nunca sabendo o que era amor sabia que aquilo era diferente, poderia dizer que era amor? Não sabia, apenas sentia que algo estava acontecendo e esse algo era especial, pensou nas bocas que já havia beijado e depois nos caminhos que levaram a beijar esta boca, caminhos sombrios que não teriam fim se não fosse por ela, amiga e agora... Não sabia definir. Ela, flutuava em nuvens que já batizará, era amor, estava flutuando perdida de amor, sentia suas pernas fracas e quando sua mente conseguia pensar com mais exatidão se perguntava se aquilo teria fim, sabia que não suportaria viver sem ele, sem o seu coração batendo, sem o seu corpo buscando oxigênio, não saberia. Sentiu dor em todo corpo só de pensar em perder ele (E só de pensar em te perder por um segundo♪) Não... Não queria pensar.

Dois anos depois.

- O que é isso no seu celular amor?- pausa, sem entendimento a pessoa pergunta confusa mais uma vez- Vídeo da felicidade?

A menina de olhos negros busca pela resposta, por uma mentira, mas não consegue...

 

Recado da Blogueira.

Olá amigos, nossa isso está ficando cada vez mais comum né?

Mas eu sou estou passando aqui ( em forma de recado) para agradecer o carinho de vocês amei os recados que recebi tanto no blogue como no orkut ( de alguns blogueiros) me desejando um ótimo dia entre outras coisas especiais por ser meu aniversário. Muito obrigada mesmo vocês são maravilhosos.

Beijos, Luana.

sábado, outubro 02, 2010

Que pena não ter vivido...

"Mas isto é você, eu cai nas suas mãos♪"

"...senti uma dor no coração.
lembrei. lembrei. lembrei.
pensei. pensei. pensei.
resperei fundo. Três vezes.
Tremedeira. Flutuar... Flutuando...
Descobri depois, já deitada, de cara pra cima,
um teto branco me encarando, o sol me queimando.
Senti saudade... Saudade do que nunca vivi, do que nunca tive..."


música:Big Me- Foo fightrs

segunda-feira, agosto 09, 2010

E não era...

Ficamos a tarde toda sentados na beira da praia.

Onda que ia e vinha.

Seu sorriso mais sincero e puro, e veja bem, não parecia um adeus.

Você colocou a mão em meu ombro, me desejou sorte.

Precisei de folego, e foi tentador ver aquele mar na minha frente, mas voltei para casa...

E o caminho do nosso ninho até a minha morada chamada solidão, nunca foi tão comprido...

quarta-feira, junho 16, 2010

Faço as malas falando com as paredes.




Eu espero que você entenda esse meu jeito.
Na cozinha em cima da mesa tem uma carta para você baby.
Não chore, não me procure, afinal estou indo embora e não quero ser encontrado.
E vocês podem até dizer que é errado e que errar é... Errar?
Mas veja bem, hoje de manhã estava digitando naquela máquina velha e a palavra amor saiu AMOR, mas estava errado era para sair apenas 'amor' e veja eu 'errei'. Será que devo pedir perdão por meu amor ter saído grande e não pequeno?
Mas... Voltando ao assunto
Está na hora de ir...
E enquanto vou indo você estará comprando o nosso almoço que agora será só seu e que talvez estrague, não sei, mas essas mulheres têm essa mania de parar de comer quando acontece esse tipo de coisa.
Baby eu estou levando alguns cigarros e o isqueiro que você ganhou da sua mãe, mas isso só as paredes desta casa sabem já que não coloquei isto na carta, quis ser gentil e também não quero que você pense que o levei para me lembrar de você. Não. Não. Apenas não tenho um isqueiro.
Algumas roupas vão ficar aqui, mas saiba que nem o meu cheiro deixo já que elas estão limpas...
Mas isso também não está na carta e creio que você vai descobrir sozinha.
È Adeus...

terça-feira, maio 11, 2010

Estranho... você.

Seu cabelo, a sua altura, suas pernas e olhos.
Sua camisa, sua calça jeans, seu ipod, você.
Na primeira vez, eu desejei- juro- que pensei em ir te falar, que sua feição era familiar, e quem sabe - essa era intenção- sabe seu nome... Do que gosta...
Não consegui, o medo e o desejo, juntos me entorpeceram e enquanto você ia embora eu apenas lamentava, perdi o estranho mais querido que conheci.

domingo, fevereiro 28, 2010

Olá, eu sou monstro.

Olá, eu sou um monstro pois faço de uma cena triste um texto legal para o meu blog.
Olá eu acabo de chorar, e dizer que você vai fazer falta, e que não é para esquecer de mim, nem de nós, e venha, por favor, me visitar. Pois nenhum pensamento nos faz sentir a realidade, quanto a verdade que chega junto com o momento real.
Olá, hoje nós estamos dizendo adeus.
Olá... mas não diga adeus, diga até logo. ( por favor esqueça isso ou essa linha)
vamos apenas lembrar que, um dia no cinema alguém passou por nós e pensou " que casal bonito" e ai nós rimos e apenas pensamos " você queima o meu filme".
Vai.. .fala sério! deixa eu lembrar de algumas coisas, antes que outra lágrima queira cair, lembrar que era legal deitar com você na minha cama de solteiro, sem força e apenas com energia para rir da vida que era tão diferente.
Era tão legal rir de você e com você. Por que era com você, que era legal jogar bola no mercado e também te chingar dizendo que era um tremendo idiota e depois ficar com dores na barriga de tanto rir de você e claro fazer o nosso famoso cardápio ovo cozido, ovo frito, ovo mechido, omelete e aiiii para não ficar com saudade, ovo cozido, ovo frito... e ai já sabe né? E espero, de verdade que em +/- 13anos morando juntos, você tenha aprendido fazer um arroz OU a ler as carinhas do msn ou do orkut, por que acho que, não vou estar sempre na sala pra você me chamar.
Hoje meus cabelos brancos ficam tristes pois não vão ter mais companheiros novos, pois hoje o almoço vai ser só, as tardes no sofá, agora vão ser solitárias, os cinemas que eram inesperados, ficaram aguardando ser marcados, e meus ouvidos vão parar de se acostumar com seus gritos: " Oh meu tricolor ganhou!" siim, até disso eu me lembro.
Olá, eu te adotei como irmão, amigo, namorado, marido e... ah primo( quase me esqueço dessa).
Olá, é tão triste dizer adeus e fechar olhos vendo tudo o que se passou.
Olá, não precisamos dizer adeus...e eu prometo que ainda cantarei todas as músicas RPM bem alto, por você.
Eu sei que você vai estar praticamente do outro lado da cidade mas, mate a saudade, para ela não nos matar.
Olá... para que dizer adeus?
e essas palavras como saíram assim tão fácil de mim?...
Olá... eu só queria dizer, Olá.
Já que não consigo dizer... Adeus.


obs. Isso era para ser uma carta ^^

"..A minha casa sem você é triste
A espera arde sem me aquecer...

Não diga que você não volta
Eu não vou conseguir dormir
À noite eu quero descansar
Sair à tôa por aí..."