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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Canto-te. Escuta-me. Peço-te...

 

Em uma sala pequena, jogada no sofá, com uma palheta em mãos...

 

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“Ensina-me, essas tuas dores. Ensina-me. Quero aprende-las e senti-las. Aprender a senti-las. Quero detê-las na palma da minha mão e joga-las sobre a mesa, encara-las e dizer a elas “vá embora, vá...”, mas sei que elas não iram, não vão me escutar, me obedecer... Não vão. Vou ter que devolvê-las a você, pois são suas e nada posso fazer. Não tenho como acabar com os teus medos, teus receios, suas cismas... Nem saberia como... Nem por onde começar. Pra nada sirvo então. Só tenho essas coisas bobas de às vezes te fazer sorrir e noutras te fazer falar besteira, te irritar a ponto de você cansar de brincadeiras e me olhar na cara “dá pra conversar sério com você?” eu me assusto, fico feliz... “mas tento te falar sério, sobre coisas e sentimentos certos, mas você não me escuta, não lê meus olhos... Não quer me enxergar...”. Ai você percebe que a criança é você e que quem precisa superar coisas e momentos é você... Então você retoma, brinca e me faz sorrir, eu acho bom, mostro os dentes, estou feliz. Mas é que às vezes nem meu bom humor é bom pra você, não é o bastante... E um defeito meu já acaba com a minha imagem... Ai você já me destrói... Noutras nem confia em mim... Nem acredita na fé que tenho em ti, nas minhas palavras cortantes, salgadas, doces... As doces que poderia te dizer ao pé do ouvido... Mas você também não quer escutar -“não gosto de doce”- e eu digo “nem eu, nem desse doce que você faz comigo...”.Então é assim: ame-me do jeito que sou. Com meus risos soltos, com as minhas brincadeiras constantes, com meu açaí na tigela e meus alargadores azuis. Ame-me nas minhas horas sérias, na minha cama deserta e na minhas fases de solidão. Ame-me assim, de cara limpa, nas quintas de sol e nas tardes de chuvas. Ame-me do meu jeito bom e com todos os defeitos que tenho, com meu jeito retângulo de ser e pensar, com as minhas teorias de “ninguém é de ninguém”, com meu jeito de dizer que acredito no amor mesmo chamando o casamento de “ritual macabro”... Mas na verdade preciso de carinho tanto quanto você precisa, preciso que me escute gritar e noutras rir e rir... Preciso que me aceite, eu quero, eu gostaria... Mas se por acaso você não poder ficar ao lado de uma pessoa assim... Que tudo bem, não tem tanta beleza assim, nem ousadia... Uma pessoa que vê hora certa pra cada coisa e vulgaridade... Se não puder e nem pretende poder, por favor, vá. Vá, pois eu não sei te mandar embora. Não sei não te falar... Não sei... Faça o que eu não tenho coragem de fazer, acabar com o que nem existe realmente, acabe com esse sentimento que só existe no plano das ideias, no plano dos sonhadores, no plano daqueles que tem fé. Eu tenho fé. Só não sei se posso ter você...”

 

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Depois que penso alguém me chama – Hey, você está pronta.

Desço as escadas pretas e subo no palco, minha voz vem, meu sentimento também...

Olho nos olhos daqueles que não me enxergam, parece que estou olhando pra você. Mas assim como um sorriso no rosto “boa noite”- sento no banco e pego meu violão preto-1...2...3...1,2,3...4- Depois que o mal tempo foi... Eu vi você chegando... Trazia o rosto doce, bom e aliviado nada mais incerto... Voltávamos a ser então o tal casal- Apaixonado, apaixonado- ...

 

Música*Vanessa da Mata- O tal casal

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Desconstrói.

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Procuro, procurar, entender. Suspiro. Respiro e lhe digo, na verdade eu confesso, digo em sussurro, enquanto você lê um livro, enquanto o metro anda, enquanto a moça bonita senta e cruza as pernas e depois que as portas se fecham e minha cabeça em teu ombro sossega eu digo – desculpa- Você nem me olha, dos seus olhos vejo um sobrar, quem sabe ali more uma vontade de me encarar, me beijar? Não, seria muita positividade- me desculpa- peço outra vez, te imploro. Teu livro se fecha em suas mãos, tuas mãos seguram o livro. Teus olhos da sobra são agora o todo, todo meu. Tu me encaras. Teus olhos me encaram, teu corpo diz que me quer de um modo simples e fácil.

- porque você sempre faz isso?- tu me perguntas- desculpa? Não sei por que está pedindo isso-eu te olho, sua barba feita, seus lábios que ali hábito... - desculpa, já que só sei sorrir pra você, desculpa, mas quando você vai embora eu sinto sua falta, quero ficar aqui com você, pode ser pra te ver ler, eu sei que às vezes irrito que falo de mais, brinco de mais, sou irônica de mais- eu fecho meus olhos, mas o coração está aberto, é eu sou assim, brinco e brinco, mas sou séria quando tem que ser e às vezes parece ser nas horas erradas, eu te olho e você nada diz, minha boca fecha e meu coração quer dizer mais então você me diz- mas estamos em um metro, como quer ficar aqui?- e depois sorri, assim, como se eu não tivesse dito nada, falado nada. Teu celular grita e vibra, a moça da estação fala, a porta fecha, e a moça bonita levanta ‘próxima estação- liberdade’ você atende- Oi... Ah sim, como vai?... Não, mas eu te respondi li sim... Ficou muito bom... Sim estou e você?... Claro que vou! Peça... Gosto de frango com catupiry... Tudo bem... Beijos-Te olho e depois procuro o mundo, era ela. Ela- era a Jessica... Vou pra casa dela... - Eu faço que entendo, e por dentro faço que morro, morro na liberdade, e ali amaldiçoou aquela estação, nunca mais quero passar por aqui... Como ela faz isso? Como consegue? Em um pedido simples, com uma pizza e cerveja, suas roupas justas, seu cigarro caro e sua cama confortável... É porque a minha é de solteiro?- estou indo... – você me beija e não percebe que meu olhar está no chão com a sujeira do dia, com as pisadas dos outros, com a tua pisada e você se vai... Deve ser meu corpo, mas corpo eu tenho... Só não tenho coragem, essa me falta, não sei ser vulgar, muito menos te intimidar... Sou apenas a menina dos livros, aquela que te empresta, a que tem a cama de solteiro, a que não usa salto, a que gosta de comer pizza de atum e não gosta nem um pouco da frango com catupiry, não bebo e não fumo, não converso sobre os shows que aconteceram, dos bares pois estes não conheço, só sei falar das bandas que acabaram, dos livros que li e os que não li, da economia quem sabe? E às vezes te solto ironias... Lembra como nos conhecemos? Você rio quando eu respondi a tua pergunta tão besta

-Oi... Como você conseguiu entrar aqui?

-Por osmose...

Você ri.

-Sabe... - Tu me encaras- Boa resposta, mas é que eles estão organizando os livros, e me disseram que não era permitido entrar na biblioteca...

-Eu sei, mas...

Porque fui dizer, mas... Porque plantei a osmose no meio da conversa, porque te emprestei o meu cede do Chico Buarque, porque continuei te mandando e-mails, te ligando, por que você foi a tantos cinemas comigo... São tantas interrogações... Tantas.

Eu em meses. Ela consegue em dias.

Minha estação que chega. – próxima estação ‘Tucuruvi’...

Meus fones que dão um ar, um animo, me identifico com a batida e letra... Canto baixo...

“... Amou daquela vez como se fosse à última”.

Música- construção- Chico Buarque.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

A nuvem que faltava

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São como os domingos à noite, a tristeza que vem. É passar nas ruas escuras com rádio ligado na alfa, alguém que canta aquele som antigo, chiado velho, voz nova. É o carro com o tanque cheio, são os bêbados passando pela rua, um casal ali e outro aqui, o estabelecimento fechado. As crianças que vão pra cama cedo, os jovens que vão pra cama tarde e tem também os que nem vão. É a música que termina, eu que troco de rádio, um rock, um velho. Sou eu passando pelas avenidas movimentas, pelos bares cheios, pelos jovens e velhos bêbados, pelo batuque do pagode, pela batida do funk e pelo bom e velho estilo do rock, pelo sertanejo estilo corno/apaixonado de ser, é por ali que passo e de cada canção tiro uma letra, um pedaço que fica que faz relembrar, e isso tudo é viver. Sou sozinho no mundo inteiro, sou o só que deixaram depois de um tempo, sou só o que você cansou e deixou só. Sou o resto de mim, o resto que você deixou na porta do teu quarto, nas suas brincadeiras, nas suas fotos velhas. Já não sou mais tudo isso, nem me permito mais ser intimo, apenas me permito ser próximo, um próximo distante. Quem sabe desta vez doa menos? Cansei de ser dois, cansei de esperar mais um prato na mesa, companhia na sorveteria, no cinema... Esperar foi apenas um aquecimento para a solidão que você dizia que não ia ter. Você disse. Veio de você, mas o que me faz pensar que tudo aquilo era verdade? A amizade verdadeira? O olho no olho? É melhor perguntar o que não me fez pensar que era mentira? Deve ser esse jeito engraçado de me agradar, de tocar em todos os pontos bons, de pegar as qualidades e dar mais qualidade há elas. Deve ser esse teu jeito de cantar uma música do nada, de dizer tudo entre as palavras... Ou podemos considerar que estar com você faz de todo dia sexta-feira à noite, sábado à noite, são suas danças desequilibradas, o seu jeito de puxar o erre, de estralar os dedos, de ficar em pé. Deve ser o modo como abre a geladeira, como diz que “os amigos são pra isso” quando aparece do nada em minha casa, dizendo e dizendo, rindo e rindo... Encantando-me. Pra tudo acabar.

Abre a minha geladeira. Traz água. Traz. Pois eu não engulo mais as tuas palavras tão secas, tão sem vida. Um dia desses, você aparece, toma a minha piña colada, se aproxima e eu te puxo. Vivemos algo. Sentindo algo. E você vai logo... Some. Faz-me ir até a tua sala...

- Já não te conheço, você sumiu há dois dias e eu te ligo há três. Você sempre inventa algo, qual será a mentira dessa vez? Que não ouviu o celular? O que vai dizer... Que esqueceu o celular dentro de alguma bolsa ou dentro de um bar? Que sente dores há dois dias, mas que há três já sabe que vai doer. Que porra você está fazendo? Está pegando meu tempo, estocado dentro do seu armário e o jogando no ralo? E que música é essa? Que rock é esse? Precisa mesmo escutar tão alto assim? Ah sim, já sei, por isso não atende ao telefone! Nem ao celular, mas há dois dias que você só sabe escutar isso? E há três já está surda há muito tempo!

- Me liga. Liga de novo. Retorna se quiser. Steven Tyler, esse é o rock de 1987 e “Pemanent vacation” é o nome do cede, e essa música que seus ouvidos têm a sorte de escutar chama-se “Heart’s done time”, a primeira do cede, conhece? Aliás, meu copo está vazio...

“Mas é claro que eu conheço! Pemanent vacation, é o ‘nosso cede’”- Não escutou nada do que eu falei?

-Ah sim o celular... Esqueci dentro da bolsa... Licença me deixa aumentar o som... “Magic Touch” conhece?... Fique a vontade, vou pegar algo pra beber.

Eu vou. Vou embora. Tudo bem em me encantar assim, mas já me disseram que a indiferença é a pior coisa que você pode dar para alguém.

São como os domingos à noite, a tristeza que vem. É passar nas ruas escuras com rádio ligado na alfa, alguém que canta aquele som antigo, chiado velho, voz nova...

É como definir a tristezas em dias, tentar dividir ela em horas, e em cada minuto tentar entender por que tem pessoas que nos tem na palma de suas mãos e simplesmente em um belo dia só porque não acharam uma nuvem bonita no céu, nos entregam a indiferença.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Não sei como te convencer... Não sei...

Olá... No último post, postei aqui um texto que fiz com o Carlo Lagos, alguns trechos  daquele texto eu fiz na hora e outros eu tirei de um texto que ainda não havia postado. Como li nos comentários alguns trechos do texto, e que esses trechos eram do texto que não postei resolvi então postar. Espero que gostem.

 

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Anoitece de dias claros, na tristeza da manhã que perdi, na noite que ganhei é que acho a minha alegria, que está ali escondida entre os beijos que vou te dar e os talvez de planos que faremos. “Já lhe dei meu corpo, minha alegria...” Sentarei na cama de pé com a vontade de ir te mostrar lá fora o que ainda não perdemos, sento na cama deitada com o teu desejo de me deixar ali, o mundo, se quiser, que espere e amanhã nos de outra manha, outro dia, mais um e quem sabe iremos. Terei a tristeza de dizer tchau, mas alegria de voltar é maior essa me consome. Não quero mais o querer de amar quero apenas a certeza de sentir. Quero chegar à beirada no prédio do medo e dizer que “estou indo embora, adeus” e pularei. Já te disse que lá atrás deixei a pessoa que por uma vida, amei. “Já estanquei meu sangue, quando fervia...” Digo-te agora alto entre sussurros surdos, que somos só nós, machucados e calejados, e que agora que me joguei não posso mais subir todos aqueles andares, tu es, pessoa, o começo do meu fim.(meu chão) As palavras ainda seriam fortes de mais, se eu dissesse “eu te amo”, seria cedo e precoce, seria tu a minha fruta verde, não teria gosto. “Deixe em paz meu coração que ele é um pote até aqui de mágoa...”.Quero apenas sentar ao teu lado “gosta desta música?” quero rir de você rindo de mim, das piadas que me pegam, das minhas mãos que te buscam, da sua certeza do certo, do meu duvidar do sempre. E vamos rir. Não posso lhe prometer algo sem dores, sem momentos de duvidas e recaídas sobre o passado, te prometo o meu ouvido, minhas mãos e braços, esses estarão a te esperar, os seus também, eu sei, estarão a me esperar. Prometo que farei o que mais tenho medo, superarei pesadelos, falarei devagar, terei paciência, serei muitas vezes plural e em outras singular, cobrarei de mim, te cobrarei, te largarei pra respirar e logo após irei te agarrar. Eu prometo que tentarei, e o meu tentar já é fazer, pois você é a esperança que move o meu tentar, o sentimento bom que meu coração bombeia. Dança que eu aprendi a gostar, a chuva boa no final de uma tarde quente, a pessoa que não sai da mente, que me irrito, discuto, brigo, e que depois... Rimos. Nós rimos. Você ira se irritar, me embriagar de curiosidades, você vai dizer um talvez em mente e sussurrar o silêncio pelas palavras, terá medo, terá vontade. Eu vou quebrar minhas regras, você suas leis e no final faremos o que dizemos no começo que “não”. E não, depois de um tempo, será de não demore, não desligue, não me esqueça... Corro risco de estar em um caminho sem volta, em uma avenida da eternidade e esse será o meu último romance... Arrisco. “... E qualquer desatenção, faça não pode ser a gota d'água...”. Entre os medos que enfrentaremos e as pessoas que existem entre nossos corações, te peço em segredo, em cada beijo e olhar, que não me machuque... Pois você sabe e ainda sente, que é dor de mais pra uma vida, e ter duas doses dessa dor... Seria a gota d’água.

Música: Gota d’água- Chico Buarque.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Não se preocupe, eu também sou assim.

 

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Deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições.

Às vezes é tão bom ser triste, ter seu canto certo na cama, ter o seu cheiro no travesseiro, dormi nu, comer pizza sem usar talheres, assistir um filme que já cansou de ver e ter aquelas depressões básica após vê-los.

Nem sempre ter tudo significa possuir tudo, estar acompanhado e não estar só às vezes parece obvio, mas também ser só no meio da multidão pode ser clichê.

São pessoas, são pessoas, pessoas. Elas quem vem, entram na sua vida assim “Não quero nada, mas tem açúcar ai?”.

“Claro que tenho está na geladeira, entre a solidão e a bebida, bem no meio, pode entrar e pegar, pode sentar e beber se quiser, pode ter minha amizade, minha confiança, pode me abraçar e depois me ver chorar, não sei o que esse último tem a ver mas as pessoas se sentem mais intimas depois que veem alguém próximo chorar, e ai eu irei confiar em você porque você me assistiu chorar, me abraçou, porque você me fez rir, por que você mora aqui ao lado e tem as palavras certas, ou por que você mora longe e quando vem a alegria se faz presente”

Você vai concordar sentar, beber e secar a garrafa de vinho e as minhas lagrimas, abraçar meu corpo e minha vida, sentar na minha sala ao meu lado. Será meu amigo.

E um dia você vai encontrar alguém ou ira mudar, sei lá terá uma crise de adolescente ou quem sabe de meia idade? E ai vai decidir mudar tudo e as pessoas só mudam quando tiram o passado ou coisas que fazem lembrar o passado, da vida delas. Então você que está lendo e eu, somos isso- pessoas que um dia são boas e servem para algo, que um dia são amigas e que deixa que alguém, cujo o seu coração acredita ser especial, sentar ao seu lado e assistir a sua vida passar, não no BBB mas na realidade mesmo, nos bastidores, ao vivo.

Apegamo-nos e achamos que tudo é para sempre, o primeiro amor, o amigo, a amiga, a vizinha, e o vizinho, mas no final sempre será só você, sentada em uma sala olhando para as janelas pensando que deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições. Ou na verdade é que a vida muda o tempo inteiro e não sabemos, nem por onde começar quando começamos a ser egoístas, eu sou você é, somos.

Seja o amor que se foi, a amiga que te traio ou amigo que comeu a sua mulher. Queremos sempre crer que a pessoa ao lado não sente inveja, ciúmes ou que não tem vontade de ser feliz também. Não pensamos nem um pouco, nem por um segundo que alguém pode está sentindo a nossa falta, que somos o melhor amigo de alguém o amor da vida de alguém, aliás, não nos damos conta nem que existem pessoas ao redor por que o assunto é sempre... O que queremos? O que eu preciso? E o que eu sinto?

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Eu sou um guarda- roupa moreninho com quatro gavetas.

 

 

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Dias da semana tem sua cara, dias da semana tem características com seus afazeres, afazeres de quem faz de quem tem o que fazer. A cama estava sedutora, e o barulho da rua se confundia com som da chuva. Fiquei alguns minutos tentando separar a chuva das pessoas, o som do barulho, meu corpo da cama. Mas tem dias da semana ou do mês, que você não sabe direito porque, mas tudo pode acontecer que nada vai deixar você animado a ponto de largar a cama, quem sabe ganhar na mega-sena? Um amor antigo que volta... Ser bruxa pra limpar tudo em passo de mágica? Talvez, talvez, mas por hoje não saio daqui. Não há musica que faça o animo dominar o corpo, não há comida que de fome ao estomago e não há coragem que chegue, não basta e nada seria suficiente.

Tem dias que somos assim, acordamos bagunçados, como a louça na pia que não foi lavada, as roupas que aguardam serem postas na maquina, os cabelos que já passaram dos sete anos e caíram e o pó trazido por ventos distantes que pairam sobre nossos móveis caros parcelados em vinte e quatro vezes sem juros e sem entrada. Já disse uma vez que fui há uma palestra e lá um senhor disse que quando arrumamos a casa colocamos nosso eu em ordem? Se não disse, acho que disse agora. Talvez meu guarda-roupa, como já disse uma vez, seja o meu coração esperando por ser arrumado. As partes dos livros estão em ordem, todos dentro de sacos, bem cuidados para não ter problemas com poeiras, todas as histórias plastificadas dentro do meu guarda roupa ou meu coração? Se esse é único móvel da casa que guarda tudo que uso, leio perfume e escrevo. As outras partes estão bagunçadas, amassadas, cheirosas e desorganizadas. Por mais que eu saiba que se arrumar talvez algo dentro de mude não tenho forças, isso deve se chamar preguiça ou falta de vontade. A minha autoestima me mata “pra que arrumar? Você é mais que um mero guarda roupa” é verdade eu sou mais que um mero guarda roupa de seis portas, eu sou o guarda roupa de seis portas e quatro gavetas, com apenas uma parte arrumada, as palavras, as lembranças e as saudades; estão todas plastificadas para não pegar pó e estão por ordem alfabética. Estão arrumadas por que são as únicas coisas que não posso mudar as saudades, lembranças e palavras ditas debaixo de uma árvore em algum parque em uma quarta-feira atarde que tem a minha cara e a dele. Até posso ver aquela quarta-feira ali plastificada entre “perguntas de por que não me amas” e “respostas das perguntas que fiz”- eu disse, está tudo por ordem alfabética.

Então enquanto caminho para arrumação, sim sai da cama, abro todas as portas e os sacos de lixo também, convido alguns músicos também para me ajudar, esses estão dentro de pastas, o computador precisa ser arrumado. Talvez tudo precise ser arrumado porque há alguma coisa entre a bagunça e a preguiça (além de catorze letras) que faz com que eu pense que está na hora de me encontrar, tudo em minha volta não tem nada mais e nada menos que minha feição, meu corpo com minhas celulites e quilos amais e as minhas oscilações de humor com risadas e choros.

E em cada objeto no lugar devido quer dizer algo superado ou não, se estiver no lugar errado ou escondido, talvez seja algo que quero evitar, pensando nisso é bom ir dar uma olhada e ver o que estou escondendo de baixo da cama, nas caixas ou de baixo do tapete, afinal estou deitando e pisando no que quero esquecer e esconder de mim e pelo visto na adiantou.

Cada dia da semana tem a minha cara e ele é como é só porque eu quis que fosse assim.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

É bom né? Mas…

 

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-Como você sabe qual é o seu?- minha prima perguntou.

-Eu acho que o meu é o de azul- respondi- Mas de qualquer forma o meu vai senta do meu lado.

Eles chegaram e você não sentou do meu lado.

-Ei- eu chamei e ele olhou- Me da a sua mão- Peguei a mão dele e conferi se no fura bolo não tinha um pequeno machucado, confirmei e sorri- Ah seu besta!- você riu- Vem pra cá!- te puxei pela mão e você sentou do meu lado.

-Quero ver quando esse machucado sarar como você vai fazer para saber se sou eu  mesmo ou o meu irmão.

-O machucado é só um dos métodos que eu uso para saber quem é você- respondi e o beijei.

Eu estava muito feliz, quando ele segurava a minha mão quando ele me abraçada, tudo que ele fazia era bom de sentir logo pra mim que nunca tinha a capacidade de gostar de alguém, e todos meus relacionamentos não passavam de um mês, logo eu, forte e determinada, severa, queria só uma noite e nada mais fui cair nas garras dele assim, voltei a ser menina mulher, voltei a ver o mundo de outro jeito. O que o amor não era capaz de fazer? Não sei. Mas do que o amor é capaz...

…Abrir os olhos perdida naquele quarto. “Sonho, sonho e sonho”.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

E das loucas: os monólogos

 

 

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Quero meu quarto bagunçado, a casa o cabelo.

Quero os remédios, as doses, erradas, um? Não, dois, quem sabe três? Passa mais rápido.

Tiro a roupa, desligo a luz, calcinha e sutiã. A luz da rua, iluminando o quarto.

Alguma balada, mais um cara que canta e diz que é mais um cara correndo na direção contraria.

A dor na cabeça, o calor no corpo.

Vou te ligar dizer que quero dormir com você. Não quero transar com você. Quero deitar ao seu lado, sentir teu corpo gelado no meu quente, quero suas mãos nas minhas costas, quero você acordado vinte e quatro horas. Olha-me enquanto durmo. Conte minhas pintas, minhas manchas, minhas dores e magoas- seria preciso mais do que vinte e quatro horas.

Está vendo? Está vendo o que eu poderia ser? Poderia ser uma vadia com apenas uma ligação, estou sempre a um passo de tudo, até mesmo de ser uma vadia. Poderia te seduzir, ter deixar roxo, dolorido e ir embora, dizer adeus ou até mais.

Mas também as coisas poderiam mudar, olho para cima, minha cama pequena diz que preciso de companhia, meu quarto arrumado diz que eu preciso de bagunça e meu coração vazio diz que eu preciso de amor.

Fecho os olhos. Dor. Dor. Dor. Sabia que poderia ter aumentado à dose do remédio, por que não aumentei?

A campainha soa me visto cadê a blusa? Coloco.

Escuto errado. Era do vizinho. Jogo-me na cama.

O cobertor parece mais macio sobre a pele nua. A dor continua, os olhos latejam, o calor aumenta.

A mesa cheia de livros, os óculos jogados sobre os livros, celular, caneta, caderno, CPF.

O guarda roupa que por fora parece lindo por dentro é desorganizado.

Sou eu. Sou eu. Um guarda roupa desarrumado.

Na gaveta da saudade várias lembranças de coisas que só importaram para mim. Na gaveta do amor a indiferença. E na gaveta das mentiras, todas as verdades.

Eu disse. Eu disse. O guarda roupa está desorganizado. Por fora parece bonito. É bonito. É bonita! E é bonita!

Eu sei. Perdi sete quilos. Não. Não. Não foram em duas semanas, é mentira das revistas aquilo não existe. Perde sete e na outra semana ganha catorze.

As fotos na caixa. Mas deveriam está no mural. Sim eu sei. Então por quê? Porque eu não gosto dos olhos que me enxergam. O que? Eles ficam me olhando quem me garante. Garante-te o que? Que estão felizes por me ver. Quem? As fotos. As fotos. Rimos. Rimos? Eu e quem? Eu e o silêncio do quarto, eu o silêncio dos bichos, da cidade, da noite, dos amentes fazendo sexo, dos casados cansados, dos namorados fogosos, das encalhadas choronas, e das loucas os monólogos. Na cama vazia o sonho que se confunde com pensamentos que toma vida, que não respeitão a nossa imaginação. Já aconteceu com você? O que? Quando você imagina algo e no pensamento, quando você constrói do jeito que você queria, fica maior do que você planejou, parece que tem vida própria. Entendeu? Sim. Outro dia pensei em como queria minha casa e no meu pensamento as paredes nunca ficavam brancas. Que coisa. Sim. E ficavam de que cor? Verde. Verde? Sim. Gosto de verde. Eu também. Então as deixe verde. Sim, não tem outro jeito.

Sono vem ou já veio e eu já vou. Não sei parece que falo com alguém. Alguém que não conheço e essa é a hora que não sei se é verdade ou se é mentira. Tento pegar o celular, mas não alcanço. Amanhã as horas irão se esconder. Mas estarei bem à dor terá ido embora. Meu coração vai ficar acelerando o dia inteiro, foram os remédios. Não podia ter aumentado à dose. Sim devia. Não.

Calor. Algo sobre as gavetas e uma ligação faz parte do meu último pensamento.

Sim, telefone dentro da gaveta.

O que? Não sei. Não sei.

sábado, dezembro 18, 2010

Enquanto ela batiza essa nuvem de amor, ele acha que é especial.

 

tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre
Intimidade, brincadeiras, só a gente entende♪

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…

-E por que será que eu não gosto em?

-Não sei você nunca gosta de nada.

Os dois se encararam e deram risadas. Ele pegou-a pela cintura e a levantou na altura do balcão que ficava ao lado da churrasqueira.

- Ei isto aqui deve está sujo

- Calma está tudo limpo... - ele deu um sorriso sapeca.

-Por que será que senti algo de mal em seu sorriso?

- Porque você gosta de pensar besteira.

Os dois riram.

Ela passou a mão em seu rosto enquanto o rosto dele caminhava em direção aos lábios dela. Quando os lábios se tocaram os dois riram com o estralo alto que fez.

- Fez cócegas- Ela disse coçando o lábio superior com o dedo indicador.

Ele riu- Desculpa.

- Não, eu gostei, aliás, sempre gosto quando você me beija desse jeito, parecendo beijo de criança- e ela voltou a acariciar o rosto dele.

- Vamos filmar?- ele sugeriu- Assim a gente pode ver sempre... Sabe... Pra quando você estiver com saudades de mim e eu de você.

-Filmar?- ela riu com a ideia- Tudo bem...

Então ele tirou o celular dele do bolço e entregou para ela e sem avisar pegou o celular dela que estava no bolço esquerdo da jaqueta jeans dela.

- Você filma de um lado e eu do outro tá?- ele avisou e ela aquiesceu.

Então os lábios uniram-se em um estralo. Ela riu novamente e coçou o lábio superior enquanto ele salvava o vídeo no celular dela.

- Aqui está – ele disse entregando o celular- Um vídeo da nossa felicidade- Ele sorri e ela sentiu que aquilo só poderia ser mesmo felicidade.

Ela também salva o vídeo da felicidade no celular dele e o entrega.

Ambos os olhos se encontraram e se perderam em um labirinto de sentimentos que estavam à flor da pele. Nem um mês que estavam juntos, não poderia dizer se aquilo já era um namoro, mas poderia dizer que era felicidade. Ele pensando em como aqueles olhos negros e muito bem contornados, o deixa louco e caído de amor, que mesmo nunca sabendo o que era amor sabia que aquilo era diferente, poderia dizer que era amor? Não sabia, apenas sentia que algo estava acontecendo e esse algo era especial, pensou nas bocas que já havia beijado e depois nos caminhos que levaram a beijar esta boca, caminhos sombrios que não teriam fim se não fosse por ela, amiga e agora... Não sabia definir. Ela, flutuava em nuvens que já batizará, era amor, estava flutuando perdida de amor, sentia suas pernas fracas e quando sua mente conseguia pensar com mais exatidão se perguntava se aquilo teria fim, sabia que não suportaria viver sem ele, sem o seu coração batendo, sem o seu corpo buscando oxigênio, não saberia. Sentiu dor em todo corpo só de pensar em perder ele (E só de pensar em te perder por um segundo♪) Não... Não queria pensar.

Dois anos depois.

- O que é isso no seu celular amor?- pausa, sem entendimento a pessoa pergunta confusa mais uma vez- Vídeo da felicidade?

A menina de olhos negros busca pela resposta, por uma mentira, mas não consegue...

 

Recado da Blogueira.

Olá amigos, nossa isso está ficando cada vez mais comum né?

Mas eu sou estou passando aqui ( em forma de recado) para agradecer o carinho de vocês amei os recados que recebi tanto no blogue como no orkut ( de alguns blogueiros) me desejando um ótimo dia entre outras coisas especiais por ser meu aniversário. Muito obrigada mesmo vocês são maravilhosos.

Beijos, Luana.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Para de ser mulher homem.

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Ultimamente construo textos bem qualificados, argamassas e tijolos vermelhos, cor de barro.

Ultimamente tenho sido distante, tenho sido mais ali do aqui tenho sido aquilo que te faz pensar, que te faz questionar.

Sou mesmo o último, a última na verdade, não tenho nada para coçar entre as pernas, mas você também faz um papel tão estranho, fica me perguntando... “Porque você não me ligou?”

Não sei, eu acho que sou sempre a última, a saber, que a minha parte consciente ou qualquer outra parte de mim, prometeu essa ligação. Desculpe-me não te disquei. E você espera, faz cara de resposta e depois eu entendo que era uma pergunta retórica... E isso me faz pensar que, se essa vida toda for uma retórica estarei estrepada pois se todas as vezes que a vida quis me mostra o sentir, o sentir do medo ao sentir do amor, isso pra mim são a mesma coisa, mas ela quis me mostrar e eu apenas comecei a pensar em outras coisas e assim como você a vida pois a mão na cintura e esperou, porque? Por que tu não me discaste? Por que tu não queres sentir medo? Não quer amar? Por quê?

Não sei. Não sei.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Minha casa...

... Seria como padecer em frente ao espelho todo dia.
Mas penso que só não seria como é.
Eu que já não acho mais as palavras.
Eu! Que me encontro todo dia
Brigo
Pergunto
Respondo
Eu e minha guerra interna.
Na porta da minha vida, a saudade bate na porta, de vez em quando.
Encontro à revolta, escondida em gavetas empoeiradas, ali... Mofando, estragando as minhas roupas, me fazendo feder toda vez que as uso.
Encontro-te nas telas, dos meus olhos, onde em fotos antigas vejo a minha felicidade petrificada ou poderia dizer, polaroid( tizada) ? Não, não... São apenas fotos, é só a minha vida ali.... Que ficou parou e registrou.
E todo dia, bem ali, de frente para o espelho, percebo que a gravidade visita minhas coxas e seios e a experiência cria morada em mim.
É como uma via de mão dupla... E ai em um belo dia, as duas se cruzam, meu corpo cai... E minha mente fixa.
Mas ainda penso, que só não seria, como é.

segunda-feira, junho 14, 2010

È isso e pronto.






Ele deve ser feliz.
Mas não me pergunte se sei.
Apenas tento não aflorar o meu conhecimento sobre sua vida.
Se ele ainda tem manias...
Se ele ainda tem o mesmo cheiro...
Se ele ainda come a mesmo biscoito...
Eu não sei... Eu não sei.
Só não procuro procurar ele por essas ruas.
Mas ainda enxergo uma menina...
A sua menina... Mendigando pelas ruas... (Como?).
Será que você ainda faz aquelas piadas?
Sem graça, procuro não mais perguntar de você. ( Penso)
Agora tento não enfatizar a minha saudade nas conversas...
Mas na verdade já desaprendi a conversar também.
E muitas vezes quando estou caminhando perdida... Encontro-te amando... Feliz
È... Ele de ser feliz.

segunda-feira, maio 24, 2010

Essa é a questão.

Me desculpe, outra vez, mas eu gosto quando as coisas dão certo.
E quem não gosta? Querer a sorte como amiga ou merecimento como companheiro.

Se dentro do meu coração as coisas vão cada vez pior.
Se dentro de mim o desejo de consumir cada vez mas vida melhor, me atrapalha,
o que devo fazer? Eu só quero viver.

É, muitas vezes, tenho uma mente suja, poluida por atitudes falsas e por mais que sejam verdadeiras, acho que, essas que 'são'verdadeiras, me matam cada vez mais ou aos poucos.
E se a vida dói em mim, e eu choro, quando ela dói em você o que tem de mais em eu me sentir feliz?

Quero sentir e posso, devo; A raiva que me dá quando lhe conto que tudo vai bem,
e por mera sorte sua e azar meu, tudo tende a mudar de caminho, de um horizonte claro vejo as nuvens chegando, e chegando...

A raiva que sinto,de ver o que é meu sendo consumido por outro, a raiva que sinto quando cheiro da sorte inflama as minhas narinas, e vai embora, quando ela chega na minhas mãos e o vento a leva, isso, não tem palavras que consiga descrever tamanha decepção.

Mas se todo mundo tem o que merece, por que comigo seria diferente?

quarta-feira, maio 12, 2010

A verdade e a verdade.

Queria ser o que te atrai, o que te desperta, o que faz você parar e olhar, admirar, amar.
Não consegui ser, apenas fui, vagando por cada rua, por cada página, por cada pessoa, por cada coração.
Perdi a chance, perdi a festa, perdi a diversão, perdi você, seu sorriso, sua felicidade, seu amor.

Meu cabelo que não é liso de verdade, minha aparência que não é boa de verdade, meus olhos que não são claros, e isso eu nem tentei mudar.

Também não tentei mudar de cor, nem peso, nem cabelo, nem amor, nem de cidade, muito menos de palavras, elas ainda são as mesmas, que da minha boca saem com gosto de “quero, posso, consigo", palavras que saem assim sem me pedir permissão, elas vão, sem dizer adeus, elas chegam, sem dizer olá.

Não tive o amor que queria, pois ele mora longe, também não tive outro amor que queria, pois ele mora muito perto e seu coração já tem dona e também não quis ninguém, pois ninguém me queria, e eu sou do contra.

Depois disso eu gritei, pulei e sorri, cantei as músicas mais bregas e bem alto, eu li sem parar, escrevi sem parar, amei, chutei, comi sem parar, andei, parei, peguei chuva, Gastei de mais, chorei de mais, ri de mais, falei de mais. Também, senti saudade, senti fome, senti medo, senti angustia, senti sua falta.

Sinto sua falta, falta de um olá, de um bom dia, boa tarde, do cheiro da sua mochila, da minha mão em seus cabelos, da sua boca carnuda na minha, da sua mão gélida nas minhas costas, dos seus olhos, e até do seu amor que nunca foi verdadeiro.

Mas também, eu vivi, traí, amei de menos, fiz alguém sofrer, fiquei bêbada, pensei em sexo e depois, pensei de novo, e ainda penso. Menti, iludi, disse que amava-então meu coração doeu-e percebeu que isso, não dava para mentir, amar é amar, amar não é mentir.

Porém eu fui feliz, fui triste, fui roqueira e depois punk, quis ser hippie mas me dou bem com o brega, quiser ser ela, a que você ama, quis ser a outra, quis ser uma mosca, mas não da sua sopa; Com isso só descobri que um só perfil se encaixava em mim, o meu.

quarta-feira, setembro 16, 2009

"o ser e o parecer"

“Ela para, e fica me olhando”.
Eu acho que ela me achou bonita ou será que não gostou de mim?
Eu não a entendo, por que fica horas e horas me olhando, ela passa a mãe no cabelo, depois escorre para os lábios, é como se ela estivesse se conhecendo, e querendo que eu a conheça também. Os olhos dela são marcantes, e ao mesmo tempo em que são pacíficos eram também sombrios.
Ela tem a face de quem tem medo; Às vezes eu acho que ela está esperando alguém chegar, não não... Engano meu, acho que ela está esperando o meu amor chegar, CLARO! Só pode ser isso, ele estava aqui ontem, e ela o viu e agora ela quer vê-lo de novo; Mas ela está muito enganada pensando que vai ficar paquerando ele, não vai mesmo, não não...”

- Ah ai está a senhora! Vamos mãe, a senhora já está na frente desse espelho há duas horas!