quarta-feira, janeiro 26, 2011

Não se preocupe, eu também sou assim.

 

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Deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições.

Às vezes é tão bom ser triste, ter seu canto certo na cama, ter o seu cheiro no travesseiro, dormi nu, comer pizza sem usar talheres, assistir um filme que já cansou de ver e ter aquelas depressões básica após vê-los.

Nem sempre ter tudo significa possuir tudo, estar acompanhado e não estar só às vezes parece obvio, mas também ser só no meio da multidão pode ser clichê.

São pessoas, são pessoas, pessoas. Elas quem vem, entram na sua vida assim “Não quero nada, mas tem açúcar ai?”.

“Claro que tenho está na geladeira, entre a solidão e a bebida, bem no meio, pode entrar e pegar, pode sentar e beber se quiser, pode ter minha amizade, minha confiança, pode me abraçar e depois me ver chorar, não sei o que esse último tem a ver mas as pessoas se sentem mais intimas depois que veem alguém próximo chorar, e ai eu irei confiar em você porque você me assistiu chorar, me abraçou, porque você me fez rir, por que você mora aqui ao lado e tem as palavras certas, ou por que você mora longe e quando vem a alegria se faz presente”

Você vai concordar sentar, beber e secar a garrafa de vinho e as minhas lagrimas, abraçar meu corpo e minha vida, sentar na minha sala ao meu lado. Será meu amigo.

E um dia você vai encontrar alguém ou ira mudar, sei lá terá uma crise de adolescente ou quem sabe de meia idade? E ai vai decidir mudar tudo e as pessoas só mudam quando tiram o passado ou coisas que fazem lembrar o passado, da vida delas. Então você que está lendo e eu, somos isso- pessoas que um dia são boas e servem para algo, que um dia são amigas e que deixa que alguém, cujo o seu coração acredita ser especial, sentar ao seu lado e assistir a sua vida passar, não no BBB mas na realidade mesmo, nos bastidores, ao vivo.

Apegamo-nos e achamos que tudo é para sempre, o primeiro amor, o amigo, a amiga, a vizinha, e o vizinho, mas no final sempre será só você, sentada em uma sala olhando para as janelas pensando que deve ser a cor das cortinas, a comida na mesa ou seu cheiro. Algo no ar, no saber, no tecido. Preposições. Suposições. Interjeições. Ou na verdade é que a vida muda o tempo inteiro e não sabemos, nem por onde começar quando começamos a ser egoístas, eu sou você é, somos.

Seja o amor que se foi, a amiga que te traio ou amigo que comeu a sua mulher. Queremos sempre crer que a pessoa ao lado não sente inveja, ciúmes ou que não tem vontade de ser feliz também. Não pensamos nem um pouco, nem por um segundo que alguém pode está sentindo a nossa falta, que somos o melhor amigo de alguém o amor da vida de alguém, aliás, não nos damos conta nem que existem pessoas ao redor por que o assunto é sempre... O que queremos? O que eu preciso? E o que eu sinto?

6 comentários:

Gabriela Freitas disse...

As pessoas são egoistas nao são?! Não por maldade, eu acho, apenas por não tentarem deixar de ser.

Mahh Ruiz disse...

Penso que essa "metamorfose" da vida é que faz dela tão simples e complexa ao mesmo tempo.
Adorei o post e obrigada pela visita.
Beijos.

Dave disse...

O egoísmo das pessoas, consume o brilho mais profundo da essência da alma de alguém. Por isso é preciso cuidado para não nos vendermos por pouco, nem pra um, nem pra outro, nem pra ninguém.

Beijo!

Solange disse...

sim... há algo no ar... e tanto nas tuas palavras...

me fez pensar...

beijo enorme

Daniella Ockner disse...

Realmente surpreendente! É como se cada palavra explorasse o interior de cada um há procura do que é fato e permanece oculto: somos iguais, estamos só e cultivamos aquele determinado egoísmo. É ótimo título, está de parabéns :)
Um beijo !

Ariana disse...

"Não pensamos nem um pouco, nem por um segundo que alguém pode está sentindo a nossa falta, que somos o melhor amigo de alguém o amor da vida de alguém"

Realmente, tu disse tudo nesse texto e principalmente nesse trecho, as vezes somos muito egoístas!
Primeira vez que venho aqui e amei, vc escreve super bem!


Beijos