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domingo, junho 06, 2010

-Surpresa! ( Parte7-fim)

Como poderia ser possível recomeçar uma vida no cemitério, aonde todos vão com os seus corações partidos por ter perdido um ente querido e amado?
Se eu não conhecesse muito meu amigo Rick eu diria “ ah mais isso é uma grande mentira”, mas eu o conheço e sei muito bem que podemos cometer erros, grandes erros que mudam a nossa vida por completo( literalmente). Todos nós cometemos erros, quem nunca disse algo sem pensar ou além de pensar disse algo que ferio mais do que se fosse uma espada atravessando um peito?
Só que quando falamos de traição já é algo mais complexo não é mesmo?
Existem os que dizem que se fossem traídos colocariam um fim em tudo, outros dizem que traem mesmo, afinal, ninguém é de ninguém, certo? Não sei.
Nessa história meu amigo Rick se arrependeu, passou por seu desequilíbrio, mas reconheceu o erro, e não só um, mas vários erros. E Raíssa passou por cima de seu orgulho, de preconceitos e acreditou no amor.( mesmo com seus altos e baixos).

Quando saio do hospital em uma manhã muito ensolarada, porém com ventos muito gelados- era aqueles dias em que na sombra faz muito frio e no sol está formidável- Rick foi para casa e durante o caminho refletiu em tudo que aconteceu nos últimos meses, a sua traição, as brigas com Raissa e com sua irmã Renata, a quase aproximação com a sua mãe, o dia do reencontro amargo com Andréia( mas que mudou toda a história) e por último e o mais importante a reconciliação com Raissa e isso era que fazia o coração de Rick bater mais forte e agora fazendo a coisa certa, sua consciência estava mais que tranquila estava em paz.

Estacionou o carro na garagem como de costume, pegou a mochila que estava no banco de trás, trancou o carro, subiu as escadas bem lentamente, pois ficar tantos dias deitado o deixara com as pernas preguiçosas, buscou pela chave da porta da sala, mas percebeu que a porta já estava aberta, que foi um grande susto, afinal já fazia algumas semanas que ninguém vinha até a casa dele, na hora pensou em mil e uma coisas que poderiam ter acontecido com a sua casa, será que havia sido roubado? Porém resolveu matar a curiosidade. Passou pela porta assustado, procurando por vestígios de vandalismo, porem a casa estava,muito limpa e organizada...

-Surpresa!!!

Realmente foi uma grande surpresa, quase que Rick cai para trás com tamanho susto que teve vendo todas aquelas pessoas em sua casa, mas tudo ficou muito apagado depois que observou Raissa caminhando até ele. Ela estava mais linda do que nunca, havia cortado os cabelos, estavam agora bem repicados com uma franja caída nos olhos, sua face havia ficado mais angelical, estava com o vestido de magas curtas, lilás, que ia até os joelhos, Rick por um momento teve vontade de cobri-la afinal lá fora estava frio, pelo menos foi esse o motivo que dera para seu ciúme.

-Seja bem vindo- Com os braços ao redor do pescoço o beijou.

-Eca!

-Luiz um dia você também vai fazer isso – disse Renata para o filho.

- Não se eu puder correr. - E colocou as mãozinhas gordas no rosto.

- Então quer dizer que você organizou tudo isso, enquanto eu estava internado, e eu pensando que você estava querendo se livrar de mim.

Com as bochechas rosadas Raíssa confessou- Não faria isso...

-Desculpa, como eu poderia pensar isso de você ?- E, pois as mãos em seu rosto, tão perfeito, que dava medo de tocá-lo com receio de que pudesse machucá-lo- Vamos recomeçar? ...Como o combinado em?

Então Raíssa o soltou lhe estendeu a mão- Olá meu nome é Raíssa!

-Ah acho que podemos pular algumas partes... - Rindo os dois se abraçaram e depois foram curtir a festa e recomeçar suas vidas, mas é claro, pulando algumas partes, porem acrescentando outras partes como, os próximos nove meses que foram de muita expectativa.


Fim.
"Escrevendo por linhas tortas." Por: Lua.S

obs. MUito obrigada mesmo pelas pessoas que acompanharam o conto, eu fiquei muito feliz ( de coração)por vocês terem lindo esses post's enormes e terem comentado( E quem não comentou obrigada também). Estou muito grata mesmo.

Segundo quero agradecer também de coração, pela Rebeca Postigo, por ter me dado um selinho( DE BLOG TA GENTE?). Muitissimo obrigada flor.

Um ótimo domingo e uma semana de muita luz para vocês.

Beijos.

sexta-feira, junho 04, 2010

Arrumando a vida.( parte 6)

Correr e correr. Foi o que Rick fez, para um sedentário, aquela, corrida poderia ser considerada um risco já que nunca praticara esportes, porém a sua vida estava ali. Quando chegou ao cemitério a primeira coisa que viu foi Raíssa saindo do carro.

-Raíssa! – gritou Rick quase sem fôlego-Espere...

Tão surpresa quanto Rick ela apenas olhou, provavelmente sem conseguir juntar palavras para formar uma frase.

- Eu... Soube –Tentando respirar cada vez mais devagar para vê se consegui falar mas Rick ia soltando as palavras sem nenhum sentido-Sua irmã...Ela...Me ... – E abaixou e colocou as mãos no joelho-Me...

Quanto mais Rick tentava controlar a respiração mais desespero sentia, de repente começou a sentir seus pés dormentes e em suas veias parecia que corria fogo ao invés de sangue e assim tudo ficou escuro.

Quando abriu os olhos Rick se deparou com teto branco e embasado, um barulho repetitivo soava ao lado do seu ouvido direito e sentia um cheiro muito familiar.

- Rick! Ah doutor! Doutor! Ele acordou... – uma voz de mulher também muito familiar gritou próxima a cama, quando realmente conseguiu ver algo uma luz muito branca se aproximou de seus olhos.

- Senhor Rick, o senhor está sentindo alguma dor ou formigamento?

-È... Não...-disse Rick assustado - Eu... Estou no hospital?

-Não, não titio no açougue...

- Luiz não fale assim com seu tio! Vá para fora e fique junto a sua irmã.
E logo Rick reconheceu a voz do sobrinho e de Renata.

-Senhor Rick, o senhor teve uma crise de asma...

-Asma?

-Sim senhor, o senhor não sabia que tinha esse problema certo? O Senhor precisa esperar o resultado dos exames e depois será liberado.

-Ah... Tudo bem.

-Rick, você está se sentindo bem?

-Você...?- Disse Rick surpreso por está assim tão perto de sua mulher ou ex-mulher.

- Você não se lembra de mim? – Raíssa se aproximou mais um pouco colocando a mão em seu peito - Sou eu Raíssa sua esposa, quero dizer...

-Eu lembro, claro que lembro...È que-E então colocou a mão junto da dela-Não acredito que esteja aqui, pensei que você jamais iria querer falar comigo de novo e...

- Na verdade você não merece nem uma parte de minha piedade, eu deveria te odiar por tudo que você fez, mas é que eu também conheço a irmã que tenho e sei não estávamos passando por uma boa fase e eu estava viajando muito a serviço e então...- Raíssa ficou emocionada-Começamos a se tratar como dois estranhos dentro da nossa própria casa, o que era aquilo... Meu Deus...

- Eu errei, eu fui lá fiquei com ela, te traí, trai a mim mesmo e... Depois que você foi embora ainda fingi que estava tudo bem, não sei o que deu em mim, parecia uma criança mimada e... –tentou se levantar mais sentindo dores no peito voltou a se deitar.

-Não faça forças...

-Eu amo você, sempre amei, sempre vou te amar, eu fui um babaca, precisei chegar ao fundo do posso para perceber que era você a mulher da minha vida. Eu te amo...

- Eu te amo também, eu sofri muito. Mas mesmo que fosse o certo te esquecer não consegui, como fui tão trouxa? Eu sou trouxa... Uma trouxa que ama, mesmo sendo traída...Como posso viver o resto da minha vida amando você mesmo você tendo feito tudo o que fez?

- Eu... Não tenho coragem de pedir para que você volte para mim, eu não mereço, mesmo te amando tanto... Tenho chances... Será ainda que tenho chances?- Raíssa já podia ver as lágrimas escorrendo pelo rosto de Rick...

terça-feira, junho 01, 2010

Algumas verdades ( parte 5)

Quando o dia está claro, o sol lá na tampa no céu e as nuvens foram embora, você pensa “é um belo dia para passear”, porém o sol e o céu azul, não combinam com a morte, nem com lágrimas e cemitério.

Quando Rick entrou no carro quinta-feira de manhã, um pequeno filme passou em sua mente; A primeira vez que foi ao circo com a mãe, e quando ela lhe deu seu primeiro livro “Manual do pirata”. Mas percebeu que era inútil agora, depois que a mãe morrera colocá-la em um pedestal e fingir que sempre amou, mas no fundo isso, ele não precisaria mentir, realmente sempre amou a mãe, mas do seu jeito, o jeito que sempre queria que ela fosse um pouco mais normal, que as manchas em seu braço não fossem por tentar achar uma veia para se drogar, que não vendesse as coisas de casa para comprar drogas, queria apenas ter uma mãe normal, Rick chegou até pensar se não foi melhor assim pois chegou a conclusão de que se não fosse por essa parte tão triste de sua infância talvez nunca teria sido tão próximo de seu avo e talvez jamais conheceria Raíssa. Quando chegou nessa parte de sua conclusão seu coração bateu mais forte, Raíssa; há vários meses não a via, não sabia se estava bem, se ainda estava morando na cidade ou se tinha encontrado outra pessoa, e as possibilidades de ela ter encontrado outro amor, fez os olhos de Rick ficarem úmidos.

- Você está atrasado sabia?

- Olha não pega neu pé ta legal? Hoje não é dia para isso Renata, vou ve se acho um lugar para comer alguma coisa e já volto, não quero ficar aqui olhando para o corpo dela.

- Ta mais volta logo-pediu Renata, com os olhos muito vermelhos.

Caminhou cerca de 15 minutos para achar um lugar para comer, uma lanchonete estilo anos 70, com aquelas mesas que não tem cadeira, e que no lugar tem uma espécie de sofá para dois lugares da cor vermelha, se tinha mais pessoas ao redor Rick não percebeu a fome que tinha e os pensamentos que rondavam a sua cabeça, não o deixavam visualizar direito o ambiente.

- Ora ora... Olha só quem eu tenho a sorte de encontrar aqui-uma mulher bonita e atraente sentou-se na frente de Rick- Pensei que tinha se mudado ou fugido, como é desistiu de mim? Depois daquela noite maravilhosa que tivemos?...

-Oi Andréia... Como vai? – Rick não sabia direito se falava com ela ou se pedia logo algo para comer, isso se Andréia parasse de falar.

- Muito bem amado, você que me parece um caco anh... –Andréia jogou a bolsa do lado e cruzou as pernas, estava com vestido curtíssimo e parecia que estava vindo de uma festa- O que é ainda está sofrendo por aquela vadia?

- Não chame ela assim.

- Ah agora deu para defende-lá? Que história bonita... Minha queria irmãzinha larga você e agora você fica defendendo ela?

-Eu errei...- Rick sentia uma tensão a mais no seu corpo, não falava sobre Raíssa há muito tempo e ter que falar sobre isso com o Andréia a “outra” da história era pior ainda.

- Claro que errou... E mesmo assim, ela não te ama, EU te amo entendeu? Era pra você ter ficado com comigo dês daquele maldito dia em que me conheceu naquela clínica onde sua mãe estava internada, mas não a Raíssa tinha que aparecer... E tinha que estragar tudo... Aquela...

-Cala essa boca!

- Mas eu vou te dar uma boa noticia nervosinho-Nesse momento,Andréia pegou um cigarro da bolsa e o acendeu- Ela está na cidade... Aquela cretina... Teve coragem de vim dar adeus a sua mãe... Que lindinho né?

- Então... – Sem conseguir formar uma frase se quer, Rick levantou-se da mesa e saio correndo da lanchonete.

- Isso seu cretino, vai correndo pra’quela vaca!!!


continua...

segunda-feira, maio 31, 2010

O filme da verdade ( part. 4)

Quando passou pela soletra da porta percebeu um ambiente que era bem próximo ao que estava, há algumas horas atrás.

- Calma-Renata sussurrou ao seu ouvido.

Caminhou lentamente até cama, tentando não reparar – tentando-mas não conseguiu o desejo de seus olhos de buscarem a realidade era mais forte que ele mesmo e então, reparou. Tinha vários papeis jogados no chão que e misturavam com jornais velhos mais pacotes vazios de bolachas, em cima de uma velha cômoda tinha garrafas vazias de rum e alguns discos de vinil, Rick forçou só um pouco as vistas para perceber que era um cd dos beatles “Revolver”; As cortinas, rosa bebe, estavam encardidas pelo tempo e o sol tentava, mas sem êxito, entrar no quarto que cheirava a velha frase “Sexo, drogas e rock’n’roll”, só que nesse caso sem sexo, pois dona Vitória, era a viúva a doze anos, e nunca mais voltara a se envolver com outro homem, dona Vitória tinha muitos defeitos, até de mais para uma única pessoa, mas uma qualidade a salvava fora fiel ao seu Antônio do Rosálho.
Com medo e mais uma série de sentimentos que o deixavam tonto, Rick se aproximou de uma cama velha, que tinha cheiro de velho, se aproximou o bastante para ver que a mãe provavelmente fazia dias que não tomava um banho e não se alimentava, seu corpo com certeza não passava dos 48 kilos; Rick não conseguiu disfarçar o quanto ficou chocado com aquilo, apesar de odiar a mãe profundamente Rick se viu naquela cama e percebeu que no estado em que estava a algumas horas atrás antes de Renata ir visitá-lo, poderia ser comparado com o de sua mãe facilmente.

- Menino...- dona Vitória abriu os olhos-Me traga uma cerveja, está bem?- dona Vitória colocou a mão na boca para tossir-E pegue uma para você também... – Olhou para Renata com os olhos apertados, como se estivesse tentando reconhecê-la e depois como se fosse apenas “ alguém muito parecido” voltou a falar com Rick calmamente- E pegue uma para você meu menino e ai poderemos conversar em?

- Mãe – as palavras quase não saiam, como poderia uma homem de quase 30 anos, não conseguir olhar para própria mãe não conseguir pensar em nada que fosse útil o bastante, e sem pensar,- quer dizer- sem quer pensar Rick apenas soltou a frase- Sim dona Vitória vou pegar... – Rick virou-se olhou nos olhos da Renata, que estavam úmidos e sua feição estava com desgosto de tudo aqui em sua volta, como se estivesse em chiqueiro ( e o pior, era que parecia mesmo).

Rick caminhou até porta, mais antes que conseguisse sair uma mão o puchou.

- Você não vai fazer isso- Renata disse com determinação.

- Escuta aqui – E tirou a mão da irmã de seu braço- Ela está morrendo está vendo? E eu vou atender esse último pedido, ela já está ruim uma mais ou a menos que porcaria de diferença faz?

- Você nunca gostou dela, que papo é esse de atender o último desejo...

- O papo é que... Eu... Eu... Cai na real ok? –Rick Surrou fortemente, mas pareci mais com um latido – Eu me vi ali entendeu? Eu estou muito confuso agora, um filme... Não sei, passou por minha cabeça, e... QUE DROGA! –E deu meia volta para ir pegar a tão desejada cerveja para dona Vitória.


-Re...- um leve sussurro de dona Vitória quebrou atenção-Venha cá... – vez dona Vitória, com a velha mão, que tinha algumas marcas roxas que seguiam pelo braço.

Renata sem conseguir dizer uma palavra se quer se aproximou daquela velha senhora, pálida com os olhos fundos e cabelos que oscilavam entre o castanho claro e branco

- Sim mãe...

- Estou tão feliz de ver meu filho...- dona Vitória disse como se estivesse falando sozinha - Não o vejo a alguns meses, sei que ele deve ter aprontado alguma coisa para aquela moça gentil ter o largado – E depois como se Renata tivesse surgido do além dona Vitória a encarou – Eu não fui a melhor mãe e nem ele foi um bom filho, foi mais um mal educado...

-Mãe!

- Mas...- Agora dona Vitória resolvera olhar para frente, precisamente para televisão, como se lá estivesse passando um filme, o filme de sua vida.- Ele não é uma má pessoa... Ah não, ele é bom, muito bom; Eu estou feliz pela cerveja, por ele ter aceitado meu pedido, mas na verdade só pedi por que queria ficar a sos com você querida...- Respirou profundamente e encarou Renata- Estou morrendo, a cada minuto que passa é um a menos para mim, diga seu irmão- E respirou profundamente- que perdôo ele... E que... è bom ele prestar atenção no filme também...

domingo, maio 30, 2010

Verdades e Fatos ( part.3)

Algum tempo depois...

- Eu quero que você me de uma explicação ok? Será que é pedir de mais?- Renata disse se aproximando do irmão.

- Eu não tenho que te dizer porra nenhuma entendeu?

- O que? Como assim não tem que dizer nada?- se aproximou mais ainda e respirou forte-você está fedendo - se afastou - há quantos dias não toma banho?

- Bem dês do dia da mudança...

- O que?- disse surpresa e reparando em toda a sala, estava imunda- Rick você está louco,? Não é possível, espero que esteja falando de outra mudança...

- Não... Não...- disse caminhando até o sofá que um dia fora branco, jogou uma camiseta e uma caixa velha de pizza no chão e sentou no sofá.


- Não? Rick olhe para mim...- E caminhou até o irmão, sentando-se ao seu lado e puxando seu rosto em direção ao seu -O que está acontecendo? Você não vai mais lá em casa, as crianças estão com saudade do tio delas; E você nem ligou mais para nossa mãe... Nem vejo mais você na editora...- sua voz foi perdendo a força até reparar em que Rick estava admirando, era uma foto ao lado do som, dele e de Raíssa, a foto parecia a única coisa que tinha sobrevivido no meio de toda aquela bagunça- Rick?

- Que droga - disse calmamente-O que você quer afinal em Renata?- dessa vez olhou para irmã, mas em seguida voltou para foto.

-Só quero ter uma conversa digna com você e...

- Quer mais...E mais, sempre mais, as pessoas querem sempre mais, isso é uma droga, é por isso que no mundo só tem pessoas fudidas e...

- Pare! De usar esse vocabulário...

-Não Renata!- e levantou-se e ficou de frente para irmã- Pare 'você' de me dizer o que fazer ou deixar de fazer. É muito simples você vim aqui depois de alguns meses e assumir um papel de uma irmã responsável e dizer que meus sobrinhos, aqueles que você nem fica o tempo suficiente em casa para conhecê-los, e dizer que eles estão com saudade de mim. E depois ainda vim falar de nossa mãe? Uma viciada! - Nessa hora Renata se levantou-
O que é? Ficou nervosa pela verdade? È uma pena irmãzinha mais é isso que ela é uma viciada, uma DROGADA-e então antes que Rick pudesse prever Renata deu-lhe um tapa, e começou a se dirigir a porta-Você sabe que isso é verdade, vai me diz, aquela vadia continua furando as veias né? Francamente eu não sei como ela conseguiu ter dois filhos... E

- Chega! Chega Rick dessa palhaçada!... - Renata virou-se com os olhos úmidos e com a voz rouca disse-Eu não sei mais o que faço ta legal? Ela se recusa a ir para uma clinica, se recusa a conversar comigo ou algo do tipo ela...

- É uma vadia...- e jogou-se no sofá de novo, olhando para a foto.

- Não ela só...- Renata respirou fundo, olhou a bagunça ao redor outra vez tentou dizer as palavras com força, mas parecia que algo, parecido com angustia ou temor estava em sua garganta e soltou apenas-...Ela só aceita conversar com você.

- O que? - Rick levantou-se

- Olha, eu sei que não está sendo fácil para você. Raìssa foi embora, e sei que vocês ficaram muito tempo juntos mas, está na hora de você superar, já se passaram 4 meses e você que quem buscou essa discórdia entre vocês, foi você mesmo e...- Renata parou pensando que Rick ia contra argumentar, mas viu que pela primeira vez ela estava certa e continuou-... È... Mas você realmente precisa sair dessa vida, meu irmão - e foi se aproximando outra vez-Eu não sou a melhor pessoa para falar de bondade ou criticar, mas é que eu o amo muito e também não quero que chegue o dia em que vou encontrar nossa mãe jogada no chão morta a vários dias, sem ter tido ninguém por perto...- Renata esperou ser interrompida, mas pela segunda vez Rick não disse nada-E então você poderia favor de ir pelo menos tomar um banho e ir ver a nossa mãe?

quinta-feira, maio 27, 2010

A verdade( parte 2)

- Eu do um pulo ai mais tarde ok? Cuide-se querido.

A casa parecia maior. Parecia.
O seu armário ficara maior. Isso era certeza.
A geladeira vazia, a sala desorganizada, um quadro com vidros estilhaçados no chão.

- Rick?- uma voz feminina chamou-Rick? Estou entrando...

-Ah chegou na hora certa...

- Ri... O que é...

- Calma, venha comigo, ah e não repare nessa bagunça, ela sempre faz uma cena, sabe como é, ela não aceitou. Venha...

Eles subiram para o quarto, a moça alta e muito magra, mas com os seios meramente fartos-era sem dúvidas uma mulher de uma beleza sem comparações-cabelos longos lisos, da cor do sol; Seus grandes olhos azuis emitiam paixão na maioria das vezes quando estava na companhia de Rick, era dona de um olhar verdadeiro.


Ele a abraçou, a beijou, suas mãos invadiram todos lugares que proporcionavam animação.

-Rick...Você fez tudo isso para nós? - disse a modelo reparando em todo o quarto, cheio de flores, uma garrafa de vinho ao lado da cama, uma música romântica de fundo era tudo muito simples, dava para reparar que fora feito com rapidez, mas também fora feito com muito amor-Eu... Eu...

- É pra você...- ele a pegou no colo e a colocou na cama- Agora se acostume com isso, com essa cama, esse quarto, acostume-se em viver aqui...

-Rick

- Quero que você seja a minha mulher entendeu? para o resto de nossas vidas...

- Mas...- tentou dizer algo emocionada.

-Não, não fala nada, vamos aproveitar esse momento, único.


Música. Sex On Fire- Kings Of Leon.

( talvez... continue.)


Obs. Pessoal muito obrigada mesmo por estarem lendo o conto e fiquei feliz por vocês terem comentado e pedido continuação.Aqui está segunda parte, eu estou escrevendo esporáticamente, não tem nada feito, simplesmente abro a janelinha aqui do blog e posto.Se der certo terá continuação...( é tudo improviso ♪) rsrs.
No recreio não é nada sem vocês. Muito obrigada.

quarta-feira, maio 26, 2010

E para acreditar...( parte.1)

Ela desce as escadas.
Eles se olham.
Ele se perde em uma sensação já conhecida, voltou por alguns instantes a sua infância, em uma tarde de agosto quando seu carro de madeira feito pelo se avô quebrara, o seu carro preferido, seu carro que tinha dês dos 2 anos de idade, e mesmo com 16, sentiu o desejo chorar, sim chorar... Chorar por um brinquedinho que tinha tanto valor sentimental; Que sua perda era como outra vez o seu melhor amigo, seu avô tão amado, estivesse morrendo novamente. Não era pelo objeto em si, pois poderia ser apenas uma folha, mas se fosse dado pelo seu avô teria sempre um valor indeterminado. O carro não era só um carro era mais uma forma de lembrar de como o avô fora importante em sua vida.

E ao pé daquela escada gélida, um pouco suja até, que ele retomou ao mesmo sentimento, a perda inaceitável de sua amada.

- Ainda faltam algumas coisas, eu volto aqui semana que vem para buscá-las ok?

-Por que nós não podemos conversar mais sobre isso? -ele questionou.

- Você sabe muito bem, tudo já está resolvido, tudo já foi dito.

Ele admirou o porta retratos a sua esquerda, reparou na foto do último verão, eles estavam na praia... Um ao lado outro, sorrindo, e com um lindo por do sol ao fundo, lembrou de como foi difícil tirar a foto, pois o vento não deixava os longos cabelos ruivos de Raíssa quietos e depois da foto eles combinaram que iriam voltar lá no próximo verão.

-Por que não tiramos umas férias?- ele questionou outra vez.

- Férias? Por que você cogita a hipótese de que tudo pode ser resolvido em alguns dias de férias em algum lugar bonito e romântico? - ela disse colocando a mala no chão- Rick, acabou entendeu? Nem se tirássemos férias pelo resto de nossas vidas. Você precisa aceitar os fatos.

-E você precisa me escutar...- ele volta o olhar para a fotografia, agora a do último natal.

-Mais? Eu estou aqui perdendo o meu tempo, porque isso aqui é uma perca de tempo.- Ela põe as mãos em seu rosto para ele poder encarar ela-Você está me escutando Rick? Para! De olhar para essas fotos que porra!- ele respira fundo, pega as malas-Adeus!

- Eu te amo Raíssa... Olha... Olha tudo o que já vivemos! E...

- Adeus Rick. Vou levar as minhas chaves; Semana que vem volto aqui para pegar mais umas coisas... Cuide-se.

- Raíssa...!

( Talvez...continue.)

-Inspirado na música " Your ex-lover is Dead- Stars"