terça-feira, junho 01, 2010

Algumas verdades ( parte 5)

Quando o dia está claro, o sol lá na tampa no céu e as nuvens foram embora, você pensa “é um belo dia para passear”, porém o sol e o céu azul, não combinam com a morte, nem com lágrimas e cemitério.

Quando Rick entrou no carro quinta-feira de manhã, um pequeno filme passou em sua mente; A primeira vez que foi ao circo com a mãe, e quando ela lhe deu seu primeiro livro “Manual do pirata”. Mas percebeu que era inútil agora, depois que a mãe morrera colocá-la em um pedestal e fingir que sempre amou, mas no fundo isso, ele não precisaria mentir, realmente sempre amou a mãe, mas do seu jeito, o jeito que sempre queria que ela fosse um pouco mais normal, que as manchas em seu braço não fossem por tentar achar uma veia para se drogar, que não vendesse as coisas de casa para comprar drogas, queria apenas ter uma mãe normal, Rick chegou até pensar se não foi melhor assim pois chegou a conclusão de que se não fosse por essa parte tão triste de sua infância talvez nunca teria sido tão próximo de seu avo e talvez jamais conheceria Raíssa. Quando chegou nessa parte de sua conclusão seu coração bateu mais forte, Raíssa; há vários meses não a via, não sabia se estava bem, se ainda estava morando na cidade ou se tinha encontrado outra pessoa, e as possibilidades de ela ter encontrado outro amor, fez os olhos de Rick ficarem úmidos.

- Você está atrasado sabia?

- Olha não pega neu pé ta legal? Hoje não é dia para isso Renata, vou ve se acho um lugar para comer alguma coisa e já volto, não quero ficar aqui olhando para o corpo dela.

- Ta mais volta logo-pediu Renata, com os olhos muito vermelhos.

Caminhou cerca de 15 minutos para achar um lugar para comer, uma lanchonete estilo anos 70, com aquelas mesas que não tem cadeira, e que no lugar tem uma espécie de sofá para dois lugares da cor vermelha, se tinha mais pessoas ao redor Rick não percebeu a fome que tinha e os pensamentos que rondavam a sua cabeça, não o deixavam visualizar direito o ambiente.

- Ora ora... Olha só quem eu tenho a sorte de encontrar aqui-uma mulher bonita e atraente sentou-se na frente de Rick- Pensei que tinha se mudado ou fugido, como é desistiu de mim? Depois daquela noite maravilhosa que tivemos?...

-Oi Andréia... Como vai? – Rick não sabia direito se falava com ela ou se pedia logo algo para comer, isso se Andréia parasse de falar.

- Muito bem amado, você que me parece um caco anh... –Andréia jogou a bolsa do lado e cruzou as pernas, estava com vestido curtíssimo e parecia que estava vindo de uma festa- O que é ainda está sofrendo por aquela vadia?

- Não chame ela assim.

- Ah agora deu para defende-lá? Que história bonita... Minha queria irmãzinha larga você e agora você fica defendendo ela?

-Eu errei...- Rick sentia uma tensão a mais no seu corpo, não falava sobre Raíssa há muito tempo e ter que falar sobre isso com o Andréia a “outra” da história era pior ainda.

- Claro que errou... E mesmo assim, ela não te ama, EU te amo entendeu? Era pra você ter ficado com comigo dês daquele maldito dia em que me conheceu naquela clínica onde sua mãe estava internada, mas não a Raíssa tinha que aparecer... E tinha que estragar tudo... Aquela...

-Cala essa boca!

- Mas eu vou te dar uma boa noticia nervosinho-Nesse momento,Andréia pegou um cigarro da bolsa e o acendeu- Ela está na cidade... Aquela cretina... Teve coragem de vim dar adeus a sua mãe... Que lindinho né?

- Então... – Sem conseguir formar uma frase se quer, Rick levantou-se da mesa e saio correndo da lanchonete.

- Isso seu cretino, vai correndo pra’quela vaca!!!


continua...

4 comentários:

Harry disse...

*Torce pro Rick*
auhshaussa. To adorando Lu, parabéns ;]e

Milla disse...

Ah ela voltou! Bom, pelo menos ela voltou pela morte da mãe dele, mas eu sinto que algo vai se desenrolar a partir disso :)

beijos

Rebeca Postigo disse...

Eita!!!
Fiquei curiosa...
xD

Bjs

Olga Durães disse...

envolvente.