quarta-feira, outubro 19, 2011

Ivo e Edith

 

Ivo ainda estava deitado na cama quando Edith saiu do quarto na ponta dos pés, pelo corredor sentiu que podia caminhar tranquilamente que ele ainda continuaria a dormir. Quando chegou à sala deparou-se com a enorme janela de vidro que mostrava toda a cidade cinza em mais um fim de tarde. Ela riu. Era quarta-feira e ela estava ali de camisa preta e cueca vislumbrando a selva de pedra bem na hora do rush, enquanto muitos corriam para lá e para cá e outros buzinavam em seus carros engarrafados, Edith estava tranquila e faminta.

Na cozinha não teve felicidade quando abriu a porta da geladeira nem quando foi para os armários, Ivo definitivamente não alimentava aquela cozinha. Desanimada encarou o filtro que por sorte estava cheio e com um copo de água em mão ela voltou para o quarto.

A cama estava vazia e porta do banheiro fechada, quando Edith sentou-se na cama escutou o barulho da descarga e no segundo seguinte a torneira sendo aberta, quando Ivo saiu do banheiro deu de cara com uma mulher de cabelos negros e embaraçados com uma copo de d’água nas mãos, ele sorriu.

- parece aliviado

- Estava apertado- Ivo respondeu enquanto caminhava até a mesa que ficava na outra extremidade do quarto.

Edith o observou, terminou de beber sua água e guardou o copo debaixo da cama, e em seguida deitou-se.

- Encontrou muitas coisas na cozinha?

-Não o que eu queria...

Ivo virou-se e caminhou em direção à cama- Eu não posso dizer o mesmo.

- Como assim? – Ela perguntou.

Ivo aproximou-se lentamente observou-a deitada de olhos fechados pensando que ele ainda estaria longe e de leve ele toucou sua perna – eu achei o que eu queria.

Edith abriu os olhos, um pouco assustada.

- Tenho um presente para você- Ivo confessou e sentou-se ao seu lado

- O que é?- Edith o encarou com os olhos curiosos, esperou até que ele falasse, mas ele nada disse. Inquieta sentou-se e perguntou mais uma vez- O que é?

Ele sorriu um pouco sem graça- Esse momento é um daqueles que nós nunca sabemos se é a hora certa.

Ele estendeu o braço e abriu a mão.

Edith por um segundo parou de respirar, ao mesmo tempo em que estava surpresa estava também satisfeita, pois esperava a tempo por aquele momento- A Minha chave?!,

 

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4 comentários:

Gabriela Freitas disse...

Ei, que saudades de você Luana, você sumiu, o que houve?
Que texto mais doce, moça, acho que a chave foi o melhor presente que lhe podia ser dado.
Não some mais não.

Karlinha Ferreira disse...

Olá!

Rs.... adorei o texto...

Mas vc sumiu...
Bem vinda de volta... beijo grande!

Luna Sanchez disse...

Presente perfeito!

=)

Papagaio Mudo disse...

que incrível...

Gus