domingo, setembro 18, 2011

Aquela maldita mulher

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Sinto que cada partícula de mim esta dissolvida no ar dos dias que estão por vir, como pude deixar tudo passar? E como, eu me pergunto, como sobrevivi há esses dias, quentes, áridos, sem você, como? Fico no silêncio e espero que Deus me de uma resposta, que me mostre a tal luz que ilumina todas as pessoas nas piores horas de suas vidas, eu espero pela luz como um alcoólatra pelo álcool e quando essa luz não aparece e meus pensamentos ficam na penumbra da noite, o silêncio preenche os espaços da minha mente, e eu me pergunto, estou tão distante assim Deus?

Às vezes meu conforto aparece em uma estrada vazia e lisa, dirigindo um carro velho, passando por árvores debaixo de um céu azul, estou livre de qualquer problema e a vida parece algo bom de sentir e de se levar no bolço, soa leve aos lábios de quem diz e quando eu digo esta é a minha vida, tudo parece estar perfeitamente do seu lugar, só que meus olhos estão fechados, fechados para tudo que de cruel existe, para as pessoas que pra sobreviver mentem, para os caras estranhos, para os problemas e principalmente para aminha conta no banco. Aqui onde estou, eu nada enxergo tudo parece estar no seu lugar, daqui eu consigo admirar o meu sorriso, e ver que tudo que é meu está guardado no lugar devido, está tudo arrumado, os livros em cima da mesa já foram lidos, na minha cama está meu homem e no meu coração a verdade, a segurança, entre nós uma ponte para ir e vir podemos atravessar por dificuldades, que venham todas as coisas ruins, você sabe, eu estou aqui com você.

Olhar para o teto branco e ver que a minha vida está bagunçada e o lado esquerdo da cama esta vazio só faz com que eu me encare no espelho indague a solidão de um dia de sol quente e tempo seco lá fora – que merda eu fiz da minha vida- e ai tudo começa a passar diante dos meus olhos - onde você estava com a cabeça quando fez isso?- nessas horas eu sinto o silêncio em mim e me encaro procurando por alguma resposta dentro desses meus olhos mortos, ela entra e senta na privada, com cigarro barato e seus olhos me respondem tudo, sua risada crava um punhal no meu peito e naquele momento de intensa agonia eu só consigo pensar- eu odeio a realidade- e eu não peço para que você pare com isso, e quanto mais fundo você for melhor será, um dia, eu ei de melhorar, nada sentir, então tudo vai passar.

Eu digo para pessoas o tempo todo, como tudo nessa vida é relativo, que todo ser humano merece, por Direito, ter uma dose de dor pelo menos uma vez na semana, uma dose de decepção por mês, mas um dia, um único dia, perfeito. Assim o olhar das pessoas para vida seria diferente, um acordar seria estrondoso, um sorriso valioso e as palavras teriam o seu devido valor, nada mais que, importante. Mas qual é o meu lugar nessa dança? Alguém que só dança a música que sabe cantar? Ou que foi puxada por um par maluco e que agora, sentada ali naquele balcão do bar, com um copo de uísque com gelo apenas relembra- como foi foda aprender essa música, mas hoje, eu apenas canto.

O que eu não gosto é de olhar para minha vida, e vou passando pelos dias cada vez mais só, mas muito bem acompanhada de pessoas desinteressantes, de pessoas que eu amo e daquela mulher que fica na minha mente me corroendo, me fazendo olhar para tudo como se aquilo ou aquele fosse único. Sempre digo que a minha cabeça dói porque eu estou usando ela, e meus olhos ardem como fogo por que eu sempre vejo o que me faz borbulhar de dor, paixão e paz, então maldita seja essa tal de Consciência.

2 comentários:

Rebeca Postigo disse...

Hahaha...
Mas, devemos aprender a conviver com ela...
A consciência não irá nos deixar...
Então precisamos suporta-la...
Tarefa difícil...

Bjs

Suzi disse...

Faz um tempão que não passo por aqui..
Primeiro, você mudou o layout e quase não reconheci. E continuas a escrever muito bem! Dá até um inveja porque eu não estou conseguindo escrever nada ultimamente. Continue assim, pratique todos os dias, se necessário. Vira um hábito. Passa a ser natural, se for assim.

http://emyhouse.blogspot.com/