terça-feira, agosto 10, 2010

Um breve momento sobre Laura.

Uma sexta feira à noite, São Paulo.
Dentro de um carro.
Três pessoas estão conversando. O irmão mais velho dirige feliz com o pensamento no fim de semana que se aproxima. A irmã sentada no banco ao lado, com o pensamento distante e alegre por aquele momento ímpar, junto com as duas pessoas que mais ama. A mãe no banco de trás, reclama do frio, porém, de bom humor.
O irmão estaciona em frente a uma casa com o muro branco, no outro lado da rua, uma pizzaria.
- você vai buscar a pizza Laurinha?- sugere o irmão.
- vou... – concorda- do que a senhora quer?- vira para mãe.
- pode pegar do que vocês quiserem- a mãe dispensa.
- então Laurinha- continua o irmão- pega de frango com catupiry e...
-portuguesa – Laura completa. Então... - estende a mão- cadê o dinheiro?
O irmão pega a carteira que está no bolso da jaqueta jeans – quanto que deve ser?
- não sei, uns vinte?- a irmã sugere.
O irmão verifica a carteira marrom e tira três notas de dez, as únicas da carteira.
- não, pega aqui Laurinha – a mãe intercepta, abrindo a carteira e entregando a Laura uma nota de cinquenta- eu pago...
- não mãe!- reclama o irmão- eu tenho aqui.
Laura indecisa, só acompanha a conversa.
- pega filha- a mãe estende a mão com a nota – Deixa isso pra lá filho, você vai ficar duro...
- a relaxa - Laura interrompe a fala da mãe- amanhã ele vai ver a namorada- Laura faz o trocadilho e sai do carro com o dinheiro da mãe.
Com um sorriso escondido nos lábios, atravessa a rua, deixando o irmão e a mãe rindo dentro do carro.
Laura entra na pizzaria animada, paquera um rapaz que está saindo com a pizza na mão, caminha até o balcão e faz o pedido. Espera por vinte minutos até a pizza ficar pronta. Quando termina de pagar, ela recebe a pizza e caminha em direção à saída.
Chega à calçada e olha para o lado direito, sabia que aquela rua era mão única, não havia necessidade de olhar para sua esquerda.
Quando Laura atravessa, escuta um barulho muito alto, uma buzina... Freio...
Sentiu uma forte dor nas pernas e de repente tudo ficou escuro.
A mãe e o irmão saem do carro clamando por ajuda.
E no meio da rua, um corpo, desamparado, sem vida.

6 comentários:

Luiza disse...

que legal a tua diversidade na hora de criar textos. a história ficou interessante e envolvente. apesar de ser uma tragédia, gostei. beijos

Betty Gaeta disse...

Sei lá... sabia que vinha coisa ruim a medida que lia, mas achei que ia ser assalto.
O conto está ótimo.
Bjkas e boa noite para vc.

Manias de Benetti disse...

Que bacana seu texto
Confesso que era o último final que eu esperada rsrsr

Boa semana
;*

Marina

Ray Siq disse...

Nossa! que trsite...eu fui lendo e já imaginando e continuei pq não conseguie parar hahha

Obrigadaa querida pela força, espero me sair bem, e continuar desenhando bastantee!!! rsrs
Beijoo super:**

Karine Melo disse...

Apesar do final ser um acidente, eu gostei da forma de como você escreveu...

beijos, flor :*

VAI NA FE QUE DA! disse...

Muito legal o seu blog! achei interessante, post legal!
Se puder passe pelo meu blog também!
http://vainafequeda.blogspot.com/