sábado, janeiro 30, 2010

Eu, o mar, o céu e você.

Ninguém sabe o porque;
Mas é sempre obra do acaso;
E se, eu não acreditar no acaso?

Lembro da mala pronta ao pé da escada;
Lembro da minha sensação, que era de como não fosse a lugar algum;
Da fé indo embora sem dizer quando voltaria.
E é assim que eu fui, sem saber ao menos se seria bom ou ruim, sem nem ao menos desejar.

Já quando cheguei senti aquela energia boa no ar, então olhei para aquele céu abaçanado, como minha pele, que parecia não combinar com a beleza do lugar.
Já de instante, o céu foi meu amigo, fusco e baço dele, também estava em minha pele.

Porém percebi que mesmo com aquele céu fusco e baço, abaixo dele existia uma paisagem tão rica e fascinante que o céu era apenas um complemento, que agora tudo se completava, se encaixava, o céu fazia na sua deformidade, uma qualidade.

Será que eu teria a mesma sorte que o céu?
Teria eu alguma beleza que se complete com a minha pele pálida?
Nunca se sabe.
Pensarei sempre que tenho um aspecto desagradável.
Só irei deter esse pensamento até o dia que alguém me dizer que não, que penso errado.
Encontrei-te, então...

Até você perceber que por baixo da minha pele sem realce, exista uma formosura sem tamanho, com um mar infinito de atributos...Eu já estava dispersa de mim, e completamente unida a você.

Mas tinha a certeza que não era só eu que estava ligada em você... e finalmente, eu também tive fé.

O Meu amigo fusco e baço, me ajudou, lá de cima, mandando com a água a oportunidade de ter você do lado e abaixo de uma carona de guarda-chuva.

- Oi... Tudo bem? – Foi o que disse, e é como nós contamos nossa história hoje, para os nossos amigos.



Luz para todos.

2 comentários:

Rebeca Postigo disse...

Simplesmente...
Lindo!!!
Acho que é o mínimo que posso dizer...
Ficou fabuloso...
Amei!!!

Bjs

' disse...

perfeito, blog *---*
seguindo, perder de lê mas nenhum post. ;)