segunda-feira, novembro 01, 2010

Simples assim.

 

Quando eu me sinto vivo eu tento imaginar uma vida sem preocupações…

Elas corriam pelo jardim até que uma delas se jgou na grama e ali ficou fitando o céu azul... Azul.

A menina de vestido roxo claro não entendeu. O que estava acontecendo? Pensou, por que paramos de brincar? Perguntou para a menina que havia se jogado na grama. Cansei de brincar a minha respiração está pesada, meus pulmões parecem chumbo dentro de mim, a menina que estava deitava respondeu. Então a menina do vestido roxo sentou-se ao lado da que estava com o vestido rosa pegou a sua cabeça e descançou em cima de suas pernas e acariciou os seus cabelos negros que entravam em contrastes com sua pele tão branca, sem vida, sem alegria. Você vai morrer Elise? A menina de roxo perguntou. Não sei, às vezes sinto que tudo está acabando, mas na verdade sou eu que estou chegando ao fim, respondeu a menina de pele tão pálida. Elise, você não pode ir como eu vou ficar sem você? A menina questionou e uma lágrima transbordou de seus olhos castanhos. Elise levantou-se. Abrio os braços para a irmã, um pedido de abraço. Então a menina que estava sentada foi de encontro aos braços da irmã e chorou, Elisa passava a mão em seus cabelos castanhos e lhe disse baixinho. Irmã todos nós vamos morrer um dia, o fato de eu estar doente não muda o fato de que se não fosse essa doença eu jamais iria morrer, as pessoas tem esse costume de pensar que tem tudo sobre controle e que vão morrer velhinhas vendo os netos crescerem. Elisa afastou a irmã de seus braços, encarou seus olhos já vermelhos, querida para morrer basta estar vivo. Então Eduarda mais conformada com a explicação da irmã sugeriu, vamos comer o bolo de chocolate que a mamãe fez? E em um sorriso que demonstrava conforto Elisa aquiesceu. E juntas de mãos dadas às duas irmãs foram para a cozinha. Era simples asssim, Eduarda com um aperto do peito, tentando guardar cada segundo com a irmã, na mémória e Elisa feliz, com seu coração em paz, pensando que a irmã tinha aceitado o fato. Nenhuma das duas tocou nesse assunto de novo, iriam viver intesmente, que é modo certo, independente de qualquer outro fator doentio.

4 comentários:

Solange disse...

putz Lu....

que texto profundamente belo, me emocionou lá na alma... que verdade absolutamente real, e que dorzinha no fundo do peito....

parabéns, e o vídeo é fantástico !

beijo carinhoso

Nina disse...

Nossa que lindo!!! Realmente adorei o post!

Bjinhos no coração

Nina

Josi Keller disse...

Fico feliz pela sua opinião e por expressa-la.
Gostaria sempre da sua presença nos meus posts.
Mas esse texto relata mais, um amor terno ..
Que ela não correspondia, ou não entendia. Não da mesma maneira.
Por isso não podiamos ficar juntos.
Relata uma ternura enorme, e de olhares que expressão isso.
E por fim, relata como não teve coragem e como não correspondeu ao amor dele.
E voltou a velha vida .. a qual pertencia!
Mas sempre o amaria, de maneira diferente da dele. Mas a sua maneira.
Trágico.
Novamente obrigado, e boa semana
Att

menina fê disse...

vou ter que repetir o que disseram acima: lindo texto.

fiquei encantada.
bjs meus


seja sempre bem vinda ao degusta!